Esportes
Dezessete jogadores da Sele��o s�o estreantes em Mundiais
Ulsan, Coréia do Sul - Quando a ansiedade chega, muitas vezes uma boa conversa com pessoas mais experientes ajuda a superar o problema. No entanto, em algumas situações da vida, nada resolve. E entre elas, certamente está a estréia em uma Copa do Mundo. Dos 23 jogadores convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari para defender o País do Mundial da Coréia do Sul e do Japão, 17 vivem uma situação inédita: nunca disputaram a competição mais importante do futebol. As únicas exceções são Ronaldo, Rivaldo, Denílson, Emerson, Cafu e Roberto Carlos. Por isso, a grande maioria ainda encara os momentos que antecedem a partida diante da Turquia, nesta segunda-feira, às 6h (horário de Brasília), em Ulsan, na Coréia do Sul, como uma novidade. Quando a seleção conquistou o tetracampeonato em 1994 na Copa dos Estados Unidos, muitos dos atletas que hoje defendem a equipe não passavam de torcedores. ?Naquela época eu ficava imaginando como seria viver o ambiente de um Mundial dentro da delegação da seleção brasileira?, lembrou o meia Kaká. ?Agora estou muito feliz em poder presenciar tudo isso ao vivo.? O jogador do São Paulo, que na época ainda era um colecionador de figurinhas, disse que, embora tivesse grande curiosidade a respeito dos bastidores que envolvem o dia-a-dia da seleção, não chegou a ter uma surpresa. ?Claro que aprendo coisas novas todos os dias. Mas nada aqui me surpreendeu. Tudo correspondeu às minhas expectativas?, explicou. Para o atacante Ronaldinho Gaúcho, é impossível dizer se a realidade que está vivendo está de acordo com suas expectativas. Na verdade, ele confessa que nunca havia se imaginado na seleção durante a fase de preparação. ?Eu sempre pensava a partir daquele momento em que as duas equipes sobem para o campo e começa o hino?, contou. ?Quando era criança, nunca me ocorreu que tinha toda uma preparação antes desse momento. Outro novato, o zagueiro do Grêmio Anderson Polga, se esforça para não se deixar levar pelo deslumbramento. Para ele, estar na Coréia é a realização de um sonho perseguido por todos que trabalham em sua profissão. ?É, sem dúvida, o ponto máximo da nossa carreira. Por isso, quero aproveitá-lo da melhor forma possível?, disse. ?Nada me desaponta.?