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Cafu, discreto no 109� jogo na Sele��o
Ulsan - Em seu 109º jogo pela Seleção Brasileira, o 10º em Copas, o ala-direito Cafu, promovido à condição de capitão com a saída de Êmerson, teve uma atuação discreta. No primeiro tempo, foi importante no apoio, mas, no segundo, quase não apareceu. Falou pouco em campo e não usou sua experiência para comandar uma Seleção nervosa e desorganizada. Cafu começou a partida em alta velocidade. Aos 32 anos, demonstrou estar com um bom preparo físico. O capitão brasileiro foi, por várias vezes, acionado, ao contrário de Roberto Carlos, que não teve uma participação ativa pela esquerda no primeiro tempo. Cafu, porém, abusou dos lances de efeito e acabou perdendo bolas fáceis. Errou alguns passes. No fim da etapa inicial, pouco antes de o Brasil sofrer o gol, Cafu levou uma pancada na perna, em jogada com o turco Unsal, na qual fez falta. Acabou os primeiros 45 minutos mancando. No segundo tempo, sem a ajuda de Ronaldo, diminuiu o ritmo. O Brasil passou a jogar mais pela esquerda, de onde começou o lance do gol de empate. O ala ficou mais preso na marcação, o que inibiu os avanços turcos pelo setor. Campeão mundial pela Seleção em 1994, na Copa dos Estados Unidos, Cafu pode se tornar o primeiro jogador a disputar três finais de Mundiais. Todas seguidas. Em 98, na França, o jogador esteve na decisão em que os brasileiros foram derrotados pelos donos da casa. Ontem, contra a Turquia, pela estréia do Brasil no Mundial de 2002, Cafu estava sério. Foram 90 minutos de sobriedade. Só sorriu quando o árbitro apitou o fim do jogo.