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Advers�rios do grupo�n�o assustam o Brasil
Gwangju, Coréia - O jogo de ontem, China 0 x 2 Costa Rica, mostrou na prática o que já era esperado desde 1o de dezembro de 2001, quando a Fifa procedeu ao sorteio dos grupos da Copa Coréia/Japão: os adversários do Brasil no grupo C são fracos, principalmente chineses e costarriquenhos. Superada a Turquia, nenhuma das demais seleções rivais assustam a equipe de Scolari. Não há como ter medo. A China é frágil, ingênua. A Costa Rica tem um futebol um pouco mais organizado, porém não reúne condições de preocupar. Em condições normais, o Brasil passará facilmente pelos dois próximos rivais. Na partida contra a China, o Brasil poderá treinar, se ajustar, afinar seu futebol. Já o jogo diante da Costa Rica será útil para dar a seqüência, visando mais ritmo à Seleção, que depois terá de enfrentar adversários bem mais exigentes em outras fases da competição. Para superar os dois adversários do grupo C, bastará ao Brasil procurar decidir as partidas nos primeiros 30 minutos, por exemplo. E depois administrar o resultado. Seria como a Itália fez contra o Equador na sua estréia na Copa: em 27 minutos, Vieri fez 2 a 0 e decidiu o jogo. Assustados, os equatorianos foram totalmente dominados. E, na verdade, o Equador é melhor do que a Costa Rica. Como já havia ocorrido com os equatorianos contra a ?Squadra Azzurra?, os costarriquenhos também demoraram muito para se organizar diante dos frágeis chineses. Usaram e abusaram da violência (o que pode preocupar o Brasil, que depende de jogadores em boas condições físicas para a seqüência da Copa) para só após meia hora de jogo ocuparem o meio-de-campo e criarem lances de ataque. Mesmo assim, os gols de Gomez e Wright só surgiram no segundo tempo. Embora alguns jogadores mostrem melhor técnica - o artilheiro Fonseca, o atacante Wanchope -, de uma maneira geral a equipe comandada pelo brasileiro Alexandre Guimarães, são apenas regulares. Quanto à China, embora conte com um treinador de grande experiência que é o iugoslavo Bora Milutinovic (cinco participações em Copas), está pagando o fato de estrear em Mundiais. A equipe é tecnicamente medíocre e ingênua. Mostra rapidez, tenta ir da defesa ao ataque rapidamente, procura explorar o jogo aéreo, mas fica nisso. É confusa e inoperante. Só surpreenderá o Brasil se der sorte em um contragolpe. O fato de alguns de seus jogadores atuarem na Europa, como o atacante Chen, do Eintracht alemão, não muda em nada as modestas possibilidades do time.