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Brasileiros jogam na cidade que renasceu
Kobe - A madrugada do dia 17 de janeiro de 1995 vai ficar marcada na memória de muitos japoseses. Foi quando um terremoto de 7,2 graus na escala Richter, um dos piores do todos os tempos, matou cerca de 6 mil pessoas e trouxe um incalculável prejuízo financeiro a Kobe, cidade portuária que tem, hoje, uma população de 1,5 milhão de habitantes. Sete anos depois, na mesma cidade, reconstruída, o Brasil começa sua fase japonesa na Copa do Mundo, a mais decisiva. A delegação brasileira chegou à cidade no início da tarde desta sexta-feira. Na primeira fase, Kobe recebeu duas partidas - as vitórias por 2 a 1 da Suécia sobre a Nigéria e por 2 a 0 da Rússia sobre a Tunísia. Em 1995, o terremoto derrubou prédios residenciais, comerciais e indústrias. Afetou pontes e a estrutura de transportes. O porto de Kobe sofreu muitos prejuízos. Logo após os tremores, mais de 150 incêndios começaram na cidade. O número de mortos chega a superar o do atentado terrorista ao World Trade Center, em setembro do ano passado, em Nova York. Destaque Muito trabalho e anos depois, Kobe foi reconstruída e voltou a ganhar destaque no cenário econômico do Japão. Aos japoneses, que nunca se surpreenderam com os fenômenos sismológicos, ficou mais uma dura lição. Esta, porém, serviu para que mudanças fossem feitas. Prédios receberam um reforço de concreto e passaram a ser construídos com técnicas mais modernas e seguras. O jogo do Brasil pelas oitavas-de-final será no Kobe Wing Stadium, que tem capacidade para 42 mil pessoas e teve as obras concluídas em outubro do ano passado. Não faltaram recursos tecnológicos. As asas, que fazem parte de sua arquitetura moderna, além de dar nome ao estádio, são o símbolo da reconstrução de uma cidade antes devastada.