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B�lgica: um futebol longe de empolgar
Shizuoka, Japão - Em um grupo considerado fraco, a Bélgica, adversária do Brasil nas oitavas-de-final da Copa do Mundo, segunda-feira, às 8h30 de Brasília, em Kobe, no Japão, teve muitas dificuldades para conseguir acabar na segunda colocação. Em três jogos, pelo Grupo H, venceu apenas o último, diante da Rússia, um sofrido 3 a 2, ontem, em Shizuoka, na Japão. Nas duas primeiras partidas, não passou de empates, contra o anfitrião Japão (2 a 2) e a modesta Tunísia (1 a 1). A Bélgica, 23a colocada do ranking da Fifa, apresenta um futebol burocrático e muito longe de empolgar, o que pôde ser comprovado na primeira fase deste Mundial. Os europeus, no entanto, têm tradição em Copas do Mundo. Disputam a 11a edição, a sexta consecutiva. Curiosamente, a seleção brasileira nunca enfrentou os belgas em um Mundial. O primeiro duelo será na segunda-feira. O clima do rival do Brasil não é nada bom. Um jornal do país pediu recentemente a renúncia do técnico Robert Waseige e, por causa disso, os jornalistas têm sido boicotados na Ásia. A imprensa critica o estilo de jogo do treinador, muito defensivo e com apenas um atacante. Marc Wilmots, o atacante, é a principal estrela do time. No jogo de estréia contra o Japão, o grandalhão que atua no Schalke da Alemanha marcou um belo gol, de bicicleta. É inteligente e muito esforçado e, por isso, é o queridinho da torcida. Nas Eliminatórias da Europa, foi o artilheiro do time, com 8 gols. A melhor participação da Bélgica em Copas foi um quarto lugar, em 1986, no México. Apesar de ser considerado um time de força média no futebol mundial e viver um ambiente de certa intranqüilidade, a Bélgica pode complicar a vida do Brasil na competição. Felipão precisa tomar cuidado.