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Eriksson tem a receita para vit�ria contra os brasileiros

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Kobe - Sven-Goran Eriksson, técnico da Inglaterra, sabe como vencer o Brasil, nesta sexta-feira, pelas quartas-de-final da Copa 2002. ?Temos de ter um time compacto, marcando sempre firme e não dar nenhum espaço a eles, porque possuem jogadores que podem decidir o jogo a qualquer momento. Além disso, temos de atacar, aproveitar os espaços que a sua defesa deixa em campo?. Simples? Ele sabe que não, sabe que é difícil, mas acredita que possa conseguir. O técnico sueco da Inglaterra tem alguns motivos para pensar na vitória. O principal é a recuperação de Michael Owen. Eriksson dizia na noite de terça-feira que havia recebido dos médicos a confirmação de que seu mais habilidoso jogador poderia estar em campo. ?Os médicos me disseram que ele está se recuperando e que poderá enfrentar os brasileiros?. A importância de Owen é indiscutível e foi definida assim por seu companheiro Paul Scholes. ?Ele é um jogador-chave não apenas para este jogo, mas sim para todas as partidas da Inglaterra?. O segundo motivo de otimismo de Eriksson é que na partida contra a Argentina seu time conseguiu fazer tudo o que ele sonha repetir agora contra o Brasil. Foi compacto, não deu chances e ainda conseguiu atacar. ?Se repetirmos o que fizemos naquele dia, e podemos fazer isso, será possível vencer?, acredita ele. Como um grande Império que foi - o Sol nunca se põe no Império Britânico, dizia-se antigamente -, a Inglaterra tem uma certa tendência a se considerar ainda como o centro do Mundo. A modéstia não é principal qualidade dos ingleses, mas talvez estejam certos ao dizerem que este é o jogo que o Mundo quer assistir. A ausência de França e Argentina fez com que esse encontro fosse o mais importante da Copa até agora. Repórteres perguntam a Tord Grip, auxiliar-técnico do English Team, se a história do futebol brasileiro pode pressionar seus jogadores e ele garante que não. ?O peso do passado brilhante dos brasileiros fará pressão sobre eles e não sobre nós?. A Inglaterra que o Brasil enfrenta nesta sexta-feira é uma espécie de união das três principais equipes do país. Com Seaman, Campbell e Ashley Cole, a defesa é do Arsenal (mais dois reforços do Leeds - Mills e Ferdinand). O meio-de-campo é do Manchester United (Beckham, Scholes e Butt), com Sinclair, do West Ham, no lugar do argentino Verón. E o ataque é todo do Liverpool: Owen e Heskey. Um time que começou mal as Eliminatórias, mas que reagiu após a chegada de Eriksson.

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