Esportes
Italianos acusam Cor�ia de subornar juiz equatoriano
Roma - Os italianos, definitivamente, não se conformam com a eliminação da ?Azurra? nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Depois de o parlamento anunciar que vai pedir o desligamento da Federação Italiana de Futebol dos quadros de filiados da Fifa, a imprensa do país decidiu colocar sob suspeita a organização do Mundial. O tradicional diário ?Corriere dello Sport? denuncia em sua edição de ontem que dirigentes coreanos subornaram o árbitro equatoriano Byron Moreno, que dirigiu a partida em que a Itália perdeu por 2 a 1 e foi eliminada. ?Coréia comprou o juiz?, diz a manchete do jornal. De acordo com o diário, o presidente da Federação Ita-liana de Futebol, Franco Carraro, tem provas de que Moreno foi ?contatado e comprado? antes da partida, ?por um alto dirigente da Federação Coreana?. Apesar disso, não apresenta as tais provas. Limita-se a dizer que os ?indícios? estão sendo reunidos e ?provavelmente nesta sexta-feira? serão anunciados publicamente. Para os italianos, Moreno anulou um gol legítimo de Tomasi e expulsou o atacante Totti por simular um pênalti. A Itália perdeu por 2 a 1 na prorrogação, com gol de ouro. No tempo regulamentar a partida terminou empatada por 1 a 1. Antes do jogo com a Coréia, a Itália reclama ter sido prejudicada nas partidas contra a Croácia e México, ainda pela primeira fase do Mundial. Piada O futebol italiano está fazendo de si mesmo um motivo de piada. Pelo menos esta é a opinião dos dirigentes da Confederação Asiática de Futebol (AFC) a respeito da reação exagerada dos italianos após a derrota por 2 a 1 para a Coréia do Sul. Os italianos reagiram com fúria à derrota para os sul-coreanos. Os alvos de suas represálias foram o árbitro equatoriano Byron Moreno, o comitê de arbitragem da Fifa e o atacante Ahn Jung-Hwan. ?Agora o mundo todo está rindo do comportamento do Perugia, dos jogadores italianos e de sua teoria da conspiração para justificar a derrota?, disse Peter Velapaan, secretário-geral da AFC. Moreno foi acusado de errar na expulsão de Tottie e ao anular um gol de Tommasi, marcando impedimento. A Fifa foi acusada de ?comprar? a partida para manter um dos países-sede na disputa. Já Ahn foi demitido pelo presidente do Perugia, clube italiano que defendeu nas duas últimas temporadas.