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Alemanha elimina EUA e est� na semifinal

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Ulsan, Coréia do Sul - A Alemanha é a segunda equipe a confirmar passagem para a semifinal da Copa do Mundo Coréia/Japão. A primeira foi o Brasil. Os alemães usaram a tática do ?cozinhar o galo? e, devagarinho, minaram os Estados Unidos até fazer o gol na jogada mais notória deles nesta Copa: bola alçada na área para Ballack ou Klose. Quem pegar, que marque. Ballack pegou aos 38 minutos do primeiro tempo e colocou no fundo das redes de Friedel. Notadamente, os Estados Unidos produziram mais e foram mais ousados. Porém, nem sempre quem mais produz é o melhor sucedido. Quem vai para a semi é a Alemanha. A passagem da Alemanha à semifinal da Copa do Mundo não foi o mais interessante do jogo. O fato novo, talvez o que marque o evento esportivo da Coréia/Japão, seja o surgimento de uma nova força como os Estados Unidos, que se impôs à Alemanha. A Coréia, o Senegal e a Turquia também podem ser apontadas como tal. Entretanto, no caso dos norte-americanos, valeu mais o histórico dos alemães, que souberam, acima de tudo, controlar os nervos diante de um adversário mais disposto a mostrar por que estava na Copa do Mundo. A Alemanha, até pelo histórico, nada precisava mostrar a ninguém. E por não precisar mostrar nada, a Alemanha aceitou ser acuada. Impossível precisar se por autoconfiança ou por receio mesmo. O fato é que os Estados Unidos foram para cima. Aos 12 minutos, Oliver Kahn era obrigado a sua grande primeira defesa. Após uma triangulação do ataque norte-americano pela esquerda e do cruzamento forte de Berhalter, ele saiu para interceptar no chão. Aos 13 minutos, os Estados Unidos repetem a mesma jogada, mas pela direita. Kahn novamente foi obrigado a interceptar novo cruzamento rasteiro. Aos 16 minutos, Landon Donovan, principal astro dos EUA, avançou pela direita e se livrou de dois zagueiros alemães. O chute de esquerda saiu forte. Kahn se esticou todo para a direita e desviou para escanteio. Os alemães acordaram aos 20 com sua jogada básica: o cruzamento na área. Neuville, impedido, cabeceou para fora. Novamente, aos 29, Landon Donovan apavorou a zaga alemã. Na frente de Kahn ele titubeou, perdeu a passada e bateu fraco para a defesa do goleiro alemão. Novamente os Estados Unidos forçaram para chegar ao gol aos 35 minutos. Lewis bateu forte, de frente para Oliver Kahn. Nova defesa do goleiro alemão, que rebateu no puro reflexo. Os alemães chegaram ao gol aos 38 minutos. Ziege bateu falta, levantou a bola na área e Ballack tocou de cabeça em direção ao chão. Friedel ainda tocou com os pés, mas não conseguiu evitar o gol: Alemanha 1 a 0. Por mais paradoxal que possa parecer, a segunda etapa foi um festival de chances criadas e perdidas pelos Estados Unidos. Aos 4 minutos, o árbitro escocês Hugh Dallas não deu um pênalti para os norte-americanos. Após chute de Lewis, a bola resvalou em Oliver Kahn e, no momento em que ultrapassaria a linha de gol, bateu na mão de Frings. Dallas optou por dar uma falta do jogador da seleção dos EUA Berhalter sobre Kahn. Berhalter sequer estava no lance. Os Estados Unidos ainda apertaram os alemães aos 9 com Donovan, aos 18 com Claudio Reyna. Ele tentou encobrir Kahn, mas a bola saiu por cima. Os alemães tentaram com Neuville, aos 28 minutos. Mas a última chance real dos norte-americanos foi em um cabeceio do bom zagueiro Sanneh, que raspou a trave direita de Kahn. Com tudo isso, a vaga é da Alemanha. Alemanha - Oliver Kahn; Metzelder, Kehl, Linke; Frings, Schneider (Jeremies), Hamann, Ballack, Ziege; Klose (Bierhoff), Neuville (Bode). Estados Unidos - Friedel; Pope, Mastroeni (Stewart), Berhalter; Sanneh, Donovan, Reyna, O?Brien, Hejduk (Cobi Jones); Lewis, McBride (Mathis).

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