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Rustu, uma barreira quase intranspon�vel
Tóquio - Ilhan Mansiz fez o gol de ouro que classificou a Turquia para as semifinais da Copa aos 4 minutos da prorrogação da partida contra Senegal. O gol marcado tão cedo faz com que se esqueça um pouco o que aconteceu antes. Mas os turcos não esquecem que dois minutos antes o pequeno Henri Camara avançou pela direita e só não classificou o Senegal porque a bola se chocou contra um muro. Um muro chamado Rustu Recber. Rápido, ele usou todo o seu tamanho (mede 1,91 m) para fechar o ângulo de Camara e fazer a defesa salvadora. Uma repetição do que fizera no último minuto do jogo, desta vez contra Hadij El Diouf. É provável que muitos brasileiros já consigam dizer o nome Rustu Recber sem enrolar a língua. Os que acompanham a Copa do Mundo com mais interesse sabem que assim se chama o goleiro turco, o homem que precisa ser vencido para que o Brasil chegue à final da Copa. Sabem também que sempre tem o rosto pintado, perto dos olhos. Um truque para receber menos luz nos olhos. Zetti, quando disputou o Mundial de Tóquio, pelo São Paulo, em 1992 e 93, também usou a mesma pintura. Rustu Recber é sinônimo de goleiro da seleção turca desde 1994, quando foi convocado pela primeira vez, com 20 anos. Agora, com 28 anos e 71 partidas realizadas, vive seu melhor momento na seleção. ?É um homem indiscutível. Todos na Turquia, inclusive os torcedores de outros times, sabem que ele é o titular. É o melhor goleiro turco, ninguém duvida disso?, afirma Ogan Tarhan, assessor de imprensa da seleção. Os números mostram a boa fase de Recber. Não sofre gols há 184 minutos, o que ajudou muito nas vitórias sobre Senegal (na prorrogação) e Japão, ambas por 1 a 0. Contra a China, jogou apenas os primeiros 35 minutos, saindo contundido após um choque com um jogador chinês. Também não sofreu gols. Contra a Costa Rica, foi vencido apenas aos 41 minutos do segundo tempo, permitindo o empate por 1 a 1. E, na estréia contra o Brasil, sofreu dois gols, um de pênalti.