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Jogadores alem�es dizem que final com o Brasil � um sonho
Tóquio, Japão - Os jogadores da Alemanha e o técnico Rudi Voeller comemoraram a vitória do Brasil diante da Turquia, ontem. Todos aguardavam ansiosamente a equipe tetracampeão mundial como adversária na final de domingo, em Yokohama, no Japão. Além de colocar o Brasil na posição de favorito, a delegação alemã também destacou que a final será ?como um sonho?. Apesar disso, o técnico Voeller voltou a utilizar uma frase que disparou semanas atrás aos críticos da seleção alemã. ?Sempre digo que, às vezes, não é a melhor equipe que vence o Mundial. Se fosse assim, o Brasil não seria campeão apenas quatro vezes, mas 14?, destacou. A Alemanha se classificou para a final após uma vitória por 1 a 0 diante da Coréia do Sul, na terça-feira. A equipe jogará na final desfalcada por um de seus principais jogadores, o meia Ballack, que levou o segundo cartão amarelo na semifinal. ?Preferia jogar contra o Brasil a ter de enfrentar a Turquia. Dessa forma, jogaremos com uma pressão menor nas costas?, disse o goleiro Oliver Kahn. ?Uma final é algo especial e, como já joguei muitas, sei que tudo é possível?. O zagueiro Tomas Limke disse que se sente um privile-giado por jogar contra o Brasil numa final de Mundial. ?É um time que individualmente possui os melhores jogadores e consegue integrá-los em uma equipe. Não vai ser fácil vencê-los?, destacou. Para o atacante Miroslav Klose, vice-artilheiro do Mundial com cinco gols, a equipe deve repetir a atuação que teve diante da Coréia do Sul. ?É um sonho enfrentar os brasileiros. Teremos a chance de vencer se jogarmos como na última partida?, afirmou Klose. Já o zagueiro Carsten Ramelow advertiu os brasileiros para ficarem de olhos abertos. ?Será difícil porque até agora nossa equipe só sofreu um gol no Mundial. E queremos que isso continue dessa maneira?, salientou. Homenagem O técnico Rudi Voeller será homenageado com o título de cidadão honorário de Hanau, cidade localizada a oeste de Frankfurt, na Alemanha, onde o ex-jogador e campeão mundial em 1990 nasceu. ?Queremos recompensar o desempenho histórico de Rudi Voeller em nosso futebol?, destacou a prefeita de Hanau, Margret Haertel. ?Ele sempre está ao nosso lado quando menos necessitamos?. Voeller, 42, organizou recentemente uma partida para arrecadar fundos em prol de doentes de câncer em Hanau. Ele começou a jogar no Hanau em 1860, com oito anos de idade. Voeller assumiu a seleção em 2000 e há pouco tempo renovou contrato até 2006. Ballack: 4º astro fora de uma final Yokohama - A ausência do alemão Ballack na decisão do Mundial de 2002 representa a quarta vez na história das Copas que um astro da competição fica fora da grande final por suspensão. Em 1998, o zagueiro francês Blanc não enfrentou o Brasil; em 94, outro zagueiro, o italiano Costacurta, também ficou ausente da decisão contra o mesmo Brasil; e, em 90, o atacante Caniggia não esteve presente na derrota argentina para a Alemanha. Ballack não poderá jogar contra o Brasil no próximo domingo, em Yokohama, por ter recebido dois cartões amarelos. O primeiro foi na partida contra o Paraguai, pelas oitavas-de-final. O segundo, na semifinal, contra a Coréia, momentos antes de marcar o gol da vitória alemã por 1 a 0, que levou a seleção européia à final. Doping A Copa do Mundo Coréia/Japão poderá terminar sem nenhum caso de doping. Entretanto, os próprios dirigentes da Fifa alertam para o fato de que o número excessivo de jogos a que os atletas estão sendo submetidos poderá contribuir para a escalada do uso de substâncias proibidas no futebol. O meio-campo da seleção francesa, Emanuel Petit, concorda com a observação e afirma: ?Não quero que as drogas façam parte do cotidiano do futebol. Entretanto, parece que caminhamos para isso?. Numa tentativa de coibir o uso de substâncias dopantes, a Fifa instituiu pela primeira vez em um Mundial a incidência de exames fora dos jogos. Durante treinamentos ou quaisquer outras atividades das seleções, os representantes do corpo médico da entidade apareceram para colher amostras de sangue dos atletas e realizar exames. Após 60 jogos da Copa do Mundo, nenhum caso positivo de doping foi constatado. O fato é comemorado pela Fifa, entretanto há um fator que preocupa. A maioria dos jogadores que estão participando do Mundial já atuou apenas este ano em mais de 70 partidas, em apenas seis meses. A carga excessiva de jogos leva os atletas a terem lesões. O curto período entre um jogo e outro não permite a recuperação. A ?saída?, então, é fazer uso de substâncias proibidas para estar em condições de jogo.