Esportes
Sele��o tem s� uma mudan�a para jogo decisivo
Yokohama, Japão ? A Seleção Brasileira que vai enfrentar a Alemanha na final da Copa do Mundo, domingo, deverá ser a mesma que venceu na última sexta-feira a Inglaterra por 2 a 1, ainda pela fase de quartas-de-final. Pelo menos segundo indicou ontem o técnico Luiz Felipe Scolari, em sua última entrevista coletiva antes da partida decisiva. ?Há uma grande possibilidade de ser o mesmo time (que enfrentou a Inglaterra). Vamos só esperar um ou dois dias para ver se aparece algum problema. Mas deve ser o mesmo time?. Se Scolari não estiver querendo ?despistar? o técnico alemão Rudi Voeller, a Seleção Brasileira deverá então entrar em campo com Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo. Expulso neste mesmo jogo contra os ingleses, em que foi destaque, Ronaldinho Gaúcho volta à equipe após cumprir suspensão diante da Turquia. Quem vai novamente para o banco de reservas é o atacante Edílson. Kléberson, que virou titular justamente nas quartas-de-final, segue no time. ?No começo da Copa, a gente optou pelo Juninho no meio, dando um reforço maior ao ataque e expondo a defesa. Mas era uma situação que a gente já tinha examinado que poderia ocorrer, nós poderíamos ter um resultado negativo na primeira fase. Depois, colocamos o Kléberson no momento mais importante, de mata-mata, porque deveríamos correr menos riscos de levar gols em jogos eliminatórios?, explicou Scolari. O técnico admitiu que a saída de Juninho do time fez com que o ataque tivesse menos chances de gols. Mesmo assim, diz, a qualidade dos ?três erres? na frente é tanta que, mesmo com menos chances de gol, o time chega às vitórias. Família Em nenhum momento durante a Copa foi possível ?arrancar? dos jogadores reclamações sobre as disputas por vagas no time titular. Denílson, alardeado por Scolari como o 12º jogador do time, pouco entrou, mas nunca se queixou publicamente. Assim como outros atletas vivendo situação parecida. Isso mostra ainda mais como o treinador conseguiu deixar a ?família? coesa e unida. ?O ambiente é bom, é esse que vocês imaginam. Esses atletas viveram uma angústia de uma eliminatória, vocês não imaginam o sofrimento. Eles sabem que, através da união, conseguiram chegar nestemomento aqui. E para motivar esse grupo não precisamais nada do que uma imagem de uma criança, de um hino nacional. Isso é união, é integração entre torcedor, povo e jogador?, comentou um orgulhoso Scolari.