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Roque J�nior d� a volta por cima com s�brias atua��es

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Yokohama, Japão - Durante muito tempo, Roque Júnior carregou o estigma de zagueiro trapalhão, daqueles que entregam o ouro na hora H. Essa imagem distorcida só não foi suficiente para travar sua carreira na Seleção por conta do cabeça-dura Luiz Felipe Scolari. O treinador apostou no talento de seu ex-jogador do Palmeiras, o manteve com regularidade nas listas de convocados e há muito tempo dava a entender que o manteria como titular da equipe. Roque foi alvo de chacotas, de críticas ásperas, mas deu a volta por cima, com atuações sóbrias e práticas na Copa, prova de maturidade profissional. A serenidade pessoal veio no fato de que ignorou as restrições que fizeram a seu estilo, assim como agora não dá muita bola para elogios de arrivistas e oportunistas da boa fase da Seleção. Em sua opinião, em que revela alguma auto-suficiência, o importante ?sempre? foi a confiança no que fazia. ?Não posso ficar incomodado com tudo que dizem a meu respeito?, tem repetido com freqüência nos últimos dias. ?Tinha certeza de que estávamos no caminho certo e continuei a fazer as coisas conforme eu acreditava?, disse. O fortalecimento da zaga, durante o Mundial, não foi isolado. Na avaliação que faz, depois de seis vitórias consecutivas, o desempenho da defesa melhorou na mesma proporção do restante do time. ?Não dá para considerar os zagueiros como parte separada do restante?, compara. ?A equipe se acertou no total, a pegada melhorou, o entrosamento também?, relata. ?Tudo isso influiu no desempenho não de um ou outro jogador, mas de todos?. Convivência A transformação da Seleção também não foi por acaso, na análise do zagueiro do Milan. A ascensão do time coincidiu com o tempo maior de convivência, com a experiência, com o conhecimento. Antes, os jogadores se reuniam dois ou três dias antes de amistosos ou partidas oficiais. Na fase de preparação para a Copa, houve possibilidade de entrosamento, dentro e fora de campo. ?Nossos encontros eram muito rápidos?, recorda. ?Uns vinham de várias partes da Europa, outros voavam do Brasil, fazíamos um treino, jogávamos e íamos embora?, relata. ?Não dava mesmo para discutir erros e acertos. Isso foi possível a partir de Barcelona, depois na Malásia, até chegarmos à Coréia. O resultado apareceu e nada está acontecendo por acaso aqui?. Roque Júnior sai da Copa no lucro. Mas não capitaliza em termos pessoais. Seus planos ainda incluem mais temporadas na Itália, de preferência no clube milanês, porém com o título mundial no currículo.

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