Esportes
Reservas consideram dever cumprido
Yokohama, Japão - Mesmo tendo participado muito pouco da campanha brasileira na Copa do Mundo, os reservas Luizão e Belletti consideram-se com o dever cumprido. Para eles, ajudar o Brasil na conquista do título é o que importa, seja da maneira que for, jogando ou não. Se o Brasil ganhar, dizem, entrarão para a história como pentacampeões. O atacante Luizão, apesar de não ter conseguido marcar gol nas duas partidas que disputou, ainda teve uma participação decisiva no jogo de estréia contra a Turquia: ele entrou para substituir Ronaldo e cavou um pênalti que acabou garantindo a vitória brasileira. Belletti só teve a oportunidade de entrar no jogo semifinal, também contra os turcos porque Kléberson sentia cãibras. Orgulhoso, Luizão considera o pênalti que cavou tão importante para o Brasil quanto o gol marcado por Rivaldo. ?De certa forma deixei minha marca?. Classificação O jogador do Grêmio, autor de gols decisivos na classificação brasileira nas eliminatórias, voltou ao time na semifinal, mais uma vez contra a Turquia e substituindo o astro da Inter de Milão, mas não conseguiu chegar ao gol novamente. Ele sabe que é difícil uma nova chance na final de hoje, mas não esconde uma pequena esperança de marcar um gol que o tirasse da condição de coadjuvante e o alçasse para estrela principal. ?Espero que se tiver oportunidade de entrar, se o jogo estiver empatado, fazer o gol do título, mas tomara que se eu tiver que entrar o Brasil já esteja com o resultado garantido?. O lateral Belletti jogou apenas os cinco minutos finais da partida semifinal contra a Turquia, mas ficou eufórico com a sua participação. Único jogador da linha que não tinha entrado em campo até então, o são-paulino diz que sua entrada não foi um prêmio de consolação, mas sim uma opção tática que o técnico Felipão havia pensado com antecedência. Mas admite que sua principal contribuição foi mesmo fora de campo, incentivando os colegas. ?Pude ajudar muito os meus companheiros, principalmente o Cafu?. Reserva do capitão, de quem dependeria da saída para entrar, Belleti diz que sempre torceu para o titular não precisar ser substituído. ?Se o Brasil ganhar, todos ganham?.