Esportes
Ex-presidente da FAF ensaia retorno
Wellington Santos Fernanda Medeiros Repórteres Desde que terminou o polêmico processo sucessório da Federação Alagoana de Futebol (FAF), que elegeu o empresário Gustavo Feijó como presidente da entidade por quatro anos, ele estava sumido. Literalmente, tirou o ?time de campo?, depois de quase 16 anos de idas e vindas com seu grupo, que dominou a FAF todo esse tempo e foi derrotado por apenas um voto, na guerra pelo poder na entidade máter do futebol alagoano, na histórica eleição realizada em março de 2007. Mas o ostracismo chegou ao fim no jogo CRB x Corinthians, realizado no dia 23 de janeiro, no Estádio Severiano Gomes Filho, na Pajuçara. O agora ex-dirigente da FAF Raimundo Soares reapareceu pela primeira vez em público depois da derrota, acompanhado de outro fiel escudeiro, o prefeito de Junqueiro, Raimundo Tavares, também ex-presidente da FAF. ### Soares reprova interdição de estádios A polêmica em torno da interdição de estádios como o Rei Pelé, palco maior do futebol alagoano, o Arnon de Mello (Santana do Ipanema), Alfredo Leahy (Penedo) e Olival Elias de Morais (Boca da Mata) foi comentada por Raimundo Soares. E, segundo ele, se estivesse à frente da FAF, teria procurado o diálogo entre os dirigentes dos clubes e a entidade. ?Nos inícios dos campeonatos nos deparamos com grandes polêmicas, sobretudo quando se trata das famigeradas vistorias. Mas hoje existe uma comissão em que o presidente da federação não tem poderes legais para vetar os estádios. Quem veta é a comissão, formada pelo Ministério Público, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Associação dos Cronistas Despotivos de Alagoas (ACDA) e FAF?, observa. ### ?Ser presidente não é sentar na cadeira? Sobre o atual momento vivido pelo futebol alagoano, Raimundo Soares diz que administrar o futebol, não só em Alagoas, mas no Brasil, é muito difícil, sobretudo depois do Estatuto do Torcedor. ?Para se administrar o esporte mais apaixonante do mundo você corre um alto risco com as polêmicas, as cobranças, as divergências entre dirigentes, torcedores, imprensa. Ser presidente da FAF não é só sentar na cadeira de presidente, mas administrar pelo diálogo, bom senso, com capacidade administrativa para se chegar a um denominador comum em determinados momentos?. ///