9 anos
STJ determina que amigo de Robinho também cumpra pena no Brasil
Ricardo Falco foi condenado com o atleta pela Justiça da Itália, pelo estupro coletivo de uma albanesa
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta quarta-feira (5) que Ricardo Rocha Falco cumpra imediatamente no Brasil a pena de 9 anos pelo crime de estupro coletivo a que foi condenado pela Justiça da Itália.
Falco é amigo do ex-jogador Robinho. Os dois foram condenados na Itália, em todas as instâncias possíveis, a 9 anos de prisão pelo crime de estupro em grupo contra uma mulher de origem albanesa, hoje com 32 anos.
O crime ocorreu em 2013, em uma boate de Milão, quando Robinho era jogador do Milan. A decisão final sobre o caso na Itália saiu em janeiro de 2022.
O governo da Itália acionou o governo brasileiro para que os dois cumprissem a pena no Brasil. A Constituição brasileira impede a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior.
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Em março, a Corte Especial do STJ atendeu ao pedido do governo italiano e autorizou o cumprimento da pena de Robinho. O ex-jogador está preso na Penitenciária 2 de Tremembé (SP).
O STJ não julgou novamente a acusação contra o ex-jogador, ou seja, não revisitou o caso, avaliando fatos e provas. Simplesmente se manifestou se Robinho poderia ou não ser preso no Brasil.
Os ministros entenderam que é possível a transferência da pena para o Brasil porque o processo contra Robinho e Falco respeitou todas as exigências legais. No julgamento de Falco, apenas o ministro Raul Araújo votou contra.
LEILA X TEXTOR
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, deu seu depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, na tarde dessa quarta (5). A mandatária palmeirense compareceu ao Senado, em Brasília, e voltou a cobrar John Textor por provas sobre supostas manipulações envolvendo o Verdão que o dono da SAF do Botafogo alega ter.
“Fui eleita presidente do Palmeiras para defender a Sociedade Esportiva Palmeiras. Em momento nenhum posso deixar quem quer que seja desqualificar dois títulos conquistados pelo Palmeiras. Vocês sabem o quanto é difícil conquistar o Campeonato Brasileiro. Não tenho dúvidas de que é um dos mais disputados do mundo. Eu sei o trabalho que todos nos temos dentro do Palmeiras. Os atletas, comissão, os profissionais, o meu trabalho. Me dedico 100% do meu tempo à Sociedade Esportiva Palmeiras. Conquistar esses títulos é muito difícil. Não posso deixar um estrangeiro vir aqui para o Brasil e porque perdeu um título por incapacidade deles e por capacidade do Palmeiras, desqualificar esse título muito importante do Palmeiras”, disse Leila.
“Minhas observações são em relação às atitudes do John Textor, não ao Botafogo e torcedores. Ele precisa provar tudo que ele está dizendo. O Palmeiras entrou com um pedido de inquérito policial, pedindo uma investigação para se apurar as denúncias que ele estava fazendo. Se ele comprovar, ok, mas se não, quem precisa ser punido é ele. Entramos com um procedimento na esfera cível pedindo uma produção antecipada de provas. Se ele não provar, vamos ingressar com uma ação pedindo uma indenização para ele. Fizemos uma denúncia na esfera desportiva para ele comprovar. Objetivamente, não vi prova nenhuma. Desconheço. Não tenho dúvida nenhuma que ele teria de ser banido. É com essas denúncias irresponsáveis, criminosas, que ele afeta toda credibilidade do produto que é o futebol brasileiro. As penas precisam ser duras e eficazes para que quando se pense em fazer algo, lembre de quem foi punido. É uma forma de educar”, seguiu.
Há alguns meses, John Textor disse que o Palmeiras era um dos times que vinha sendo beneficiado pela manipulação de jogos há pelo menos duas temporadas. Especificamente, citou dois jogos em que o clube havia tido vantagem: a vitória por 4 a 0 sobre o Fortaleza, pelo Brasileiro de 2022, e o 5 a 0 contra o São Paulo, pelo Brasileiro de 2023.