Vôlei feminino
Brasil aplica 3 a 0 na Tailândia e avança para a semi da Liga das Nações
Invicta no torneio, Seleção Brasileira está a apenas duas vitórias para a conquista de título inédito
A Seleção Brasileira venceu a Tailândia por 3 sets a 0 (parciais de 25-20, 25-21 e 25-23), nessa quinta-feira (20), em Bangkok, na Tailândia, e avançou para a semifinal da Liga das Nações de Vôlei Feminino. Agora, as brasileiras aguardam a definição do adversário na próxima fase.
O Brasil confirmou o favoritismo e manteve controle ao longo de todo o jogo. Por mais que não tenham aplicado uma diferença muito fora da curva nos dois primeiros sets, as brasileiras levaram a partida com segurança, retomando a dianteira sempre que ameaçadas.
O terceiro set foi o mais complicado. Diferentemente dos dois primeiros, a Seleção Brasileira não conseguiu despontar e abrir uma distância segura no placar. As tailandesas chegaram a abrir 23 a 21 e parecia que venceriam a parcial, mas nada disso. As brasileiras mantiveram o foco, não levaram mais nenhum ponto e, com bloqueio decisivo de Carol, conseguiram a virada para 25 a 23.
Com grande atuação coletiva, o Brasil teve vários destaques no jogo. Mais uma vez, Gabi liderou em pontuação, com 16, seguida por Ana Cristina (13), Rosamaria (11) e Carol (8).A Seleção Brasileira está com 100% de aproveitamento na VNL - foram 12 vitórias em 12 jogos na primeira fase. A equipe de José Roberto Guimarães disputará a semifinal do torneio no sábado (22).
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GRUPOS DAS OLIMPÍADAS
O Brasil conheceu na quarta-feira (19) os rivais da primeira fase do torneio feminino de vôlei das Olimpíadas. Enquanto as brasileiras treinavam para a fase final da Liga das Nações, foi realizado um sorteio em Bangkok que definiram as chaves dos Jogos de Paris. Líder do ranking mundial, o Brasil foi cabeça de chave e ficou no Grupo B, junto com Polônia, Japão e Quênia, e escapou do grupo da morte.
Os grupos são: A – França, Estados Unidos, China e Sérvia; B – Brasil, Polônia, Japão e Quênia; e C – Itália, Turquia, Holanda e República Dominicana.
As comandadas do técnico José Roberto Guimarães conquistaram a classificação olímpica em um duelo com as japonesas no pré-olímpico de Tóquio, no ano passado. O Quênia, guiado pelo técnico brasileiro Luizomar de Moura, é a seleção com pior ranking entre as garantidas nos Jogos de Paris - ocupa o 20º posto.
Anfitriã, a França foi cabeça de chave do grupo considerado o mais forte. Vai encarar a equipe dos Estados Unidos (atual campeã olímpica) e a da Sérvia (atual campeã mundial). A China, atual vice-campeã da Liga das Nações, completa a chave.
Vice-líder do ranking mundial, a Itália também não vai ter vida fácil. Foi cabeça de chave em um grupo com a Turquia (atual campeã da Liga das Nações), Holanda e República Dominicana.
Brasil, República Dominicana, Sérvia, Turquia, Estados Unidos e Polônia garantiram vagas nos Jogos por meio dos Pré-Olímpicos disputados no ano passado.
CARIMBOU PASSAPORTE
A fase classificatória da Liga das Nações de 2024 carimbou o passaporte de outras quatro equipes: Itália, Japão, China e Holanda. A França estará presente por ser sede das Olimpíadas, e o Quênia, devido ao critério da universalidade, ganhou a chance de representar a África em Paris.
Pela primeira vez, as Olimpíadas terão três grupos, com quatro seleções (tanto no naipe feminino, quanto no masculino). As duas primeiras colocadas de cada chave avançarão às quartas de final, assim como as duas melhores terceiras. Até Tóquio, o formato era diferente. As 12 equipes ficavam divididas em só dois grupos, e os quatro melhores de cada chave passavam de fase.
Prata nas Olimpíadas de 2021, o Brasil chegará a Paris como um dos candidatos ao ouro. Em 2024, a seleção verde-amarela fez a melhor campanha da história da fase classificatória da Liga das Nações, com 12 vitórias e nenhuma derrota.