Olimpíadas
Marta exalta prata da Seleção feminina: “Voltou a ser respeitada”
Na sede da CBF, alagoana afirma estar feliz com a conquista da medalha pela equipe brasileira em Paris
Após a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, a Seleção Brasileira feminina foi recebida na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro na segunda-feira (12).
No evento da CBF, a capitã e camisa 10 da equipe, a alagoana Marta, aproveitou o momento em que foi ao púlpito para falar sobre a campanha nas Olimpíadas. Segundo a rainha, a Seleção Brasileira chegou sendo alvo de desconfianças por parte do público, mas afirmou que elas mesmas acreditavam no potencial da equipe.
“A gente chegou desacreditada por muitas pessoas, por muita gente, e sendo motivo de desconfiança, até mesmo se chegaria à final. Vieram as adversidades e foi aí que a gente mostrou que é uma equipe, que é uma união, que é uma unidade. A gente disse antes de sair do Brasil que a Seleção estava indo para as Olimpíadas para jogar seis partidas. A gente falou que ia chegar nessa final. E não desacreditamos em nenhum momento”, disse Marta.
Ainda de acordo com a Marta, a medalha de prata afirma a volta do respeito para a Seleção Brasileira.
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“A cada pancada que tomava, a gente levantava mais forte ainda. Então, essa medalha aqui, ela representa tudo isso. Ela representa uma luta que começou lá atrás, com as pioneiras, com todas as dificuldades, mas para que hoje a gente estivesse aqui novamente celebrando. Celebrando uma vitória que é de todos. […] Estou muito feliz, muito orgulhosa. Quero agradecer a todas as minhas companheiras. Nossa Seleção voltou a ser respeitada. Agora vão olhar com outros olhos. Aqui é prata, mas este trabalho que fizemos é ouro”, completou a rainha.
O Brasil ficou com a medalha de prata ao ser derrotado pelos Estados Unidos na final olímpica. A prata em Paris foi a terceira da Seleção Brasileira feminina em Olimpíadas. As outras duas foram conquistadas em Atenas 2004 e em Pequim 2008. Ambas as finais foram disputadas também contra os Estados Unidos, assim como na capital francesa.
NADADOR CONTRAIU VÍRUS NO RIO SENA
Ouro nos 800m e bronze nos 1500m na Olimpíada de Paris, o nadador irlandês Daniel Wiffen foi o escolhido por seu país para ser porta-bandeira na cerimônia de encerramento dos Jogos. Contudo, o atleta não pôde comparecer ao evento.
Isso porque Wiffen contraiu um vírus que o obrigou a ir para um hospital da capital francesa. Além de ter competido na piscina da Arena La Défense, o irlandês também nadou no rio Sena na prova dos 10km da maratona aquática.
“Obrigado a todos que mandaram mensagens, estou muito chateado por ter perdido a oportunidade de carregar a bandeira”, publicou Daniel Wiffen no X nessa segunda (12). “Eu estava muito mal e precisei ir ao hospital para tratar um vírus, e agora estou me sentindo melhor”, emendou.
ATLETA TRANS
A italiana Valentina Petrillo será a primeira atleta trans das Paralimpíadas. Aos 50 anos de idade, Petrillo vai competir nos 200 e 400m da categoria T12, para deficientes visuais. Valentina passou pelo processo de transição em 2019 e foi aprovada pelo Comitê Paralímpico Internacional e pela Federação Internacional de Atletismo Paralímpico para competir em Paris 2024.
O presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, disse que o órgão está muito feliz com a participação de Valentina e que estão preparados para lidar com o criticismo. Ele reforçou também a importância da inclusão e padrões para atletas transgêneros no esporte.
“Eu estou preparado para o criticismo. As vezes como indivíduo posso pensar uma coisa ou outra, mas precisamos respeitar a nossa constituição e as regras de cada esporte específico. As federações internacionais devem ser respeitadas. A World Para Athletics autorizou ela a competir, então ela será recebida como qualquer outra atleta na competição. Nada mais justo que tratemos os atletas trans com respeito”, disse Parsons.