loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 03/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

Esportes

Felip�o contrariou todas as expectativas

Ouvir
Compartilhar

Rio - Com seu estilo turrão, Luiz Felipe Scolari contrariou todas as expectativas e sagrou-se o teimoso mais competente do futebol brasileiro. Ele chegou ao pentacampeonato mundial graças ao talento de Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos e também à sua persistência às vezes irritante e, hoje, motivo de orgulho em todo o País. Foi assim ao resistir à pressão até do presidente Fernando Henrique Cardoso para convocar Romário. Enfrentou manifestações ruidosas de torcedores no Rio de Janeiro e ignorou pesquisas de opinião pública favoráveis à convocação do artilheiro do Brasil na Copa do Mundo de 1994. Alegou razões táticas, técnicas e, por fim, a que teve mais peso para não relacioná-lo na lista de 23 jogadores: disciplinar. Em sua última entrevista antes de seguir para a Coréia do Sul, fez um comentário sobre a polêmica: ?Com ou sem Romário, se eu perder a Copa, estou morto de qualquer jeito?. As críticas passaram a ser mais contundentes quando decidiu armar o esquema 3-5-2. Estaria copiando os europeus? Por quê? Scolari lembrava que seus três titulares no setor - Lúcio, Roque Júnior e Edmílson - estavam acostumados a jogar dessa forma e que trabalharia com essa idéia, sem medo de resultados. O treinador chegou a ser questionado sobre a presença da dupla mais eficiente no Mundial: Ronaldo e Rivaldo. O primeiro vinha de quase três anos fora de atividade e era uma incógnita, termo que o próprio Scolari utilizava para deixar claras suas dúvidas quanto ao desempenho do craque. Assim mesmo, apostou em Ronaldo, sempre dando crédito ao médico José Luiz Runco, voz firme nas respostas sobre a recuperação do atacante. Rivaldo sofreu com problemas físicos ao longo de todo o primeiro semestre de 2002, desfalcando o Barcelona várias vezes. Esteve ausente em amistosos de preparação da Seleção e tornava-se outro mistério. O jogador, dois meses antes da Copa, estava angustiado. Temia não poder disputá-la em boas condições. Apegou-se a palavras de incentivo de Scolari para continuar o tratamento das dores musculares. Levar Ronaldo e Rivaldo para o Mundial, nessas circunstâncias, e deixar fora o grande aclamado pela torcida, Romário, poderia sugerir audácia ou, o mais provável, uma atitude contumaz do técnico. Ele não se intimidou e continuou desafiando o que parecia óbvio.

Relacionadas