Esportes
A mais triste prata brasileira
Pequim ? ?O que foi que eu fiz de errado??, perguntou Marta após sua última chance, olhando para o céu. A resposta é difícil de dar, mas o resultado final explica o choro da melhor jogadora do mundo ainda no gramado: Estados Unidos 1x0 Brasil. Ontem, as brasileiras lutaram e correram muito no Estádio dos Trabalhadores, dominaram nos 90 minutos, tiveram o apoio dos chineses, mas as americanas demonstraram mais preparo físico e ganharam o ouro na prorrogação. O gol foi de Carli Lloyd, aos 6 minutos do 1º tempo extra. As brasileiras apostaram tudo nos 90 minutos iniciais, mas não conseguiram marcar. Marta correu, driblou, chutou. Tentou de tudo. Incansável. Porém, a goleira Hope Solo não deixou a camisa 10 realizar o sonho de ser campeã olímpica. O grito de gol brasileiro ficou preso na garganta aos 9 minutos do 2º tempo da prorrogação: após cobrança de escanteio, Renata Costa acertou a bola na rede. Pelo lado de fora. ### Mãe de Marta passa mal com derrota | CARLOS AUGUSTO FERRARI - Globoesporte.com Dois Riachos ? O que era esperança se transformou em decepção e dor para dona Tereza, mãe da jogadora Marta, após a derrota do Brasil para os EUA, ontem. Assim que as norte-americanas fizeram o gol da vitória, no início da prorrogação, Tereza começou a chorar, passou mal e teve de deixar a sala na qual assistia ao jogo em companhia de dezenas de amigos, parentes e vizinhos. Ela foi amparada pelo filho José e acabou indo para um dos quartos da casa, em Dois Riachos, a 230km de Maceió. A mãe da melhor do mundo sofre de problemas cardíacos e precisou ser atendida por um médico da cidade. Dona Tereza passa bem. ### Robert faz história em Jogos Olímpicos | BRUNO DORO - UOL Qingdao, China ? Na classe que consagrou Torben Grael, o maior atleta olímpico brasileiro, Robert Scheidt superou ontem um recorde do veterano velejador. O paulista conquistou a medalha de prata na classe Star, ao lado de Bruno Prada, nas Olimpíadas de Pequim, seu quarto pódio em quatro edições dos Jogos consecutivas. Antes de Scheidt, nenhum atleta tinha alcançado tal feito. Torben Grael, brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas, foi cinco vezes ao pódio, mas em seis edições. Até Barcelona-1992, o bicampeão olímpico tinha uma prata (na classe Soling, em Los Angeles-1984, com Daniel Adler e Ronald Senft) e um bronze (na Star, com Nelson Falcão, em Seul-1988). Sem ir ao pódio em Barcelona, voltou em Atlanta-1996 e levou seu primeiro ouro, na Star, com Marcelo Ferreira. Em Sydney-2000 foi bronze e em Atenas-2004 voltou a ser campeão olímpico. ### Brasileiras finalmente chegam à decisão | GLOBOESPORTE.COM Pequim ? Como se não bastasse o trauma de perder quatro semifinais olímpicas seguidas, a seleção feminina de vôlei tinha dois obstáculos de peso ontem. Do outro lado da rede, estavam as atuais donas da medalha de ouro e, em volta delas, uma torcida apaixonada, que não parava de gritar. Pois a temida China, desta vez, não deu nem para a saída. O Brasil despachou as donas da casa com um sonoro 3x0 (27/25, 25/22 e 25/14) e fez história, garantindo vaga na final dos Jogos pela primeira vez. A festa das jogadoras após a partida deixava claro o tamanho da conquista. O próximo desafio é a decisão, amanhã, às 9 horas (de Brasília), contra os EUA, que venceu Cuba, 3x0. As cubanas disputam o bronze com a China. ### Brasil x Itália: grande histórico olímpico | GLOBOESPORTE.COM Pequim ? A história do vôlei estará em quadra hoje, às 9 horas, em Pequim. As duas seleções que mandam na modalidade há duas décadas vão lutar por uma vaga na decisão olímpica, mas com status diferentes. Atual bicampeão mundial, o Brasil entra como favorito contra uma Itália surpreendente, renovada e que tenta voltar ao topo do planeta. Juntos, os dois países conquistaram os últimos cinco títulos mundiais e 15 das 19 Ligas Mundiais já disputadas. ### Jadel decepciona e fica em 6º lugar | UOL Pequim ? Um dos favoritos a ocupar um lugar no pódio do salto triplo, Jadel Gregório piorou em uma posição a quinta colocação de Atenas-2004 e ficou longe da sua primeira medalha olímpica. Ontem, no Ninho de Pássaro, o vice-campeão mundial não deu mostras da qualidade que o levou a quebrar o recorde sul-americano em 2007 e voltou a decepcionar. Após chegar em Pequim esbanjando confiança, o paranaense não encontrou seu salto em nenhum momento na China. Nas eliminatórias, foi o nono colocado. Na final, melhorou apenas cinco centímetros o que fizera anteriormente e, com apenas 17,20m ? 70 centímetros menos que sua marca sul-americana ?, amargou a sexta posição. ### Seleção olímpica busca o bronze | GLOBOESPORTE.COM Xangai, China ? Humilhada pela Argentina na semifinal, a seleção brasileira se despede dos Jogos de Pequim hoje. Após o fim do sonho do ouro inédito, o time de Dunga encara a Bélgica, em Xangai, às 8 horas (de Brasília), sentindo a obrigação de ganhar a medalha de bronze do futebol masculino para não deixar a China de mãos vazias. ?O Brasil tem que ganhar sempre. Quando se ganha já tem problema, quando se perde tem muito mais. Entrou em campo tem que ganhar. Tem que ter esse pensamento. Tem que ganhar treino, tem que ganhar tudo. Não tem outra forma?, disse o técnico Dunga. ?Claro que a medalha de ouro vale mais e a de prata também, mas o bronze também é uma medalha e também conta?, completa o lateral Marcelo. *** Brasil ? Renan, Rafinha, Breno, Alex Silva, Marcelo; Ramires, Hernanes, Anderson, Diego; Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sobis (Jô). Bélgica ? Logan Bailly, Sepp de Roover, Sebastien Pocognoli, Jeroen Simaeys; Faris Haroun, Jan Vertonghen, Marteen Martens, Anthony Vanden Borre, Tom de Mul; Kevin Mirallas e Moussa Dembele. ///