Esportes
Jogadores do Flu fazem greve de protesto por atraso salarial
Belém, PA - A dois dias de decidirem a passagem de sua equipe para a segunda fase da Copa dos Campeões, os jogadores do Fluminense resolveram protestar contra os salários atrasados. Na manhã de ontem, os atletas se negaram a participar do treinamento em que o técnico Robertinho definiria os titulares que enfrentarão o Corinthians amanhã, e decretaram uma paralisação de 24h. Os atletas devem treinar normalmente hoje. A reivindicação é pelo pagamento de três meses de atraso de salários, mais sete referentes a direito de imagem, além de pedirem a quitação da premiação pela conquista do Estadual do Rio. O vice-presidente de futebol do clube, Francisco Vasconcelos, deu prazo para o início da quitação das dívidas com o elenco: ?Até sexta-feira começaremos a fazer o pagamento. Antes do início do Brasileiro estará tudo em dia??. A estréia do Fluminense no Nacional está programada para o dia 11 de agosto. Crise financeira no clube carioca não é uma novidade. Em 1996, o Fluminense não conseguiu montar uma equipe competitiva, e teve de passar pelo vexame de cair para a Série B do Campeonato Brasileiro. O time foi reconduzido, por uma ?virada de mesa?? a elite do futebol brasileiro no ano seguinte. No entanto, em 1997, o Fluminense voltou a cair para a segunda divisão. Em 1998, sem dinheiro para contratar bons jogadores, o clube conheceu o momento mais crítico desde sua fundação, em 1902. Ao disputar a Série B do Brasileiro, o Fluminense fez má campanha e caiu para a terceira divisão. No ano seguinte, com uma política de contensão de gastos, o clube investiu apenas na contratação do técnico Carlos Alberto Parreira para tentar voltar entre os principais clubes brasileiros. A tentativa deu certo e o Fluminense conseguiu subir da Série C para a B do Brasileiro, ainda em 1999. Em 2000, quando disputaria a segunda divisão do Nacional, o clube voltou a ser favorecido por uma manobra de bastidores. Com o imbróglio causado pela reivindicação do Gama de disputar a Série A do Brasileiro e, consequentemente, a criação da Copa João Havelange, o Fluminense, junto com o Bahia, então na Série B, foram incluídos no Módulo Azul da competição, o equivalente às divisão de elite do Nacional.