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COLUNA DO MARLON

Racismo é crime. Dentro e fora de campo

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Árbitro Alex Lemos da Silva foi ofendido por treinador
Árbitro Alex Lemos da Silva foi ofendido por treinador | Foto: Divulgação

Quando um técnico agride um árbitro negro com palavras racistas, o jogo muda. O placar já não importa. O que está em disputa é o que aceitamos como sociedade. E até onde vamos deixar que a violência siga disfarçada de hábito. De “coisa do futebol”.

A “bolha furou”. A sociedade mudou. O que acontece no estádio não fica mais no estádio. Quando há racismo em campo, a repercussão atravessa os muros do clube e chega à Justiça, à imprensa, à consciência coletiva!

Quando um técnico agride, ele ensina a agredir. Ensina que a cor da pele pode ser atacada. Ensina a perpetuar a desigualdade. Clubes são espaços de formação, e técnicos são líderes, devem ser exemplos.

Foi isso que aconteceu em São José da Tapera. O técnico Danillo Souza Pereira foi preso por injúria racial e solto após audiência de custódia. O árbitro Alex Lemos da Silva foi ofendido enquanto cumpria sua função. Foi atingido na cor da pele. Naquilo que ainda incomoda a muitos: a autoridade negra.

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A Federação agiu. A Justiça respondeu. Mas não basta aplicar sanções. É preciso reformar mentalidades. Implantar ações contínuas nos clubes, preparar lideranças, educar atletas, formar torcidas. O futebol precisa deixar de ser abrigo para a omissão.

Racismo não é deslize. É crime. E não pode mais ser tolerado com a desculpa de sempre: “é só futebol”.

Porque não é.

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