GRANDE FASE!
Basquete alagoano se destaca nos Jogos da Juventude e projeta futuro promissor
Equipe de garotos vive um dos momentos mais marcantes da história, com feitos inéditos na modalidade
O basquete de Alagoas vive um dos momentos mais marcantes de sua história. Em 2025, a modalidade colecionou feitos inéditos, dentro e fora do estado, e mostrou que começa a conquistar espaço em um cenário antes dominado quase que exclusivamente pelo futebol.
Nos Jogos da Juventude Caixa, em Brasília, a seleção alagoana brilhou. O time feminino conquistou a medalha de ouro da 3ª divisão ao vencer o Amazonas, por 64 a 39, e garantiu o acesso à 2ª divisão em 2026. No masculino, a equipe ficou com a prata após derrota para o Maranhão (62 a 46), mas também assegurou a subida. Foi a primeira vez que Alagoas avançou simultaneamente nas duas categorias.
A capitã Érica Mayara destacou a superação do grupo e o papel da treinadora Flávia. “Jogamos cada partida como se fosse a última. Esse espírito nos levou à vitória. Ano passado não conseguimos, mas desta vez fomos crescendo jogo a jogo até chegar ao título”, comemorou.
No masculino, o armador Lucas Oliveira celebrou a campanha como conquista histórica. “Estou muito feliz pelo nosso desempenho e coragem. O momento em que percebi que iríamos subir foi contra o Espírito Santo, favorito do grupo. Quando vencemos, soubemos que chegaríamos longe”, contou. Para ele, o acesso tem sabor de vitória: “A sensação de voltar para casa sabendo que ajudou a mudar de patamar o basquete de Alagoas é muito boa”.
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MARECHAIS: ORGULHO DE MACEIÓ
Enquanto as seleções estaduais faziam história em Brasília, os Marechais de Maceió representaram o Estado com destaque nos Jogos da Juventude Lourdinas, em Campina Grande-PB. O clube conquistou os títulos invictos das categorias sub-12 e sub-15, consolidando-se como força emergente do basquete regional.
À frente da equipe está o técnico Alexandre Carnaúba. Para ele, mais importante que as medalhas foi o desenvolvimento humano dos atletas. “Ser campeão é sempre bom, mas existem outros objetivos: unir o grupo, descobrir lideranças, desenvolver autonomia. Eles se testaram, colocaram à prova o que treinamos e foram excelentes dentro e fora da quadra”, disse.
Os Marechais seguem em disputa no Campeonato Alagoano de base e já miram o Torneio Recife, em dezembro. O técnico acredita que cada desafio é mais uma chance de aprendizado. “O basquete me deu tudo. É minha profissão, meu estilo de vida. Ensina persistência, resiliência, companheirismo e liderança. São valores que ficam para sempre”, refletiu.
As competições recentes também expuseram diferenças estruturais. Em Campina Grande, o basquete conta com ginásio em padrão internacional e o suporte de uma franquia da NBA, a Unifacisa. Em Maceió, o Pavilhão do Basquete, no Jaraguá, é o centro da modalidade.
O técnico Alexandre Carnaúba reconhece a importância do espaço. “O Pavilhão é praticamente nosso templo. São três quadras oficiais, e somos muito gratos por isso. Mas ele é um centro de treinamento, não um ginásio. Existem limitações quando pensamos em grandes eventos, e isso mostra como ainda temos espaço para crescer”, destacou.
O presidente da Federação Alagoana de Basketball (FBA), Djalma Leite, também vê sinais de evolução. “O Pavilhão é um diferencial, mas também tivemos jogos no Arivaldo Maia, um ginásio público que não recebia partidas há muitos anos. Isso mostra que mais praças estão se abrindo para o esporte”, ressaltou.
PAIXÃO QUE CRESCE
O saldo de 2025 é de conquistas, mas também de esperança. O ouro e a prata em Brasília, as vitórias em Campina Grande e o fortalecimento do campeonato estadual demonstram que o basquete de Alagoas respira novos ares.
Como resumiu o presidente da federação: “O basquete tem continuidade, é um vício bom. Aquela criança que aprendeu a amar desde nova, vê que os adultos continuam praticando e se apaixonam ainda mais”.
* Sob supervisão da Editoria