loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

COLUNA DO MARLON

A arquibancada invisível

....

Ouvir
Compartilhar
Rogério Ceni já sentiu o peso das ofensas nas redes sociais
Rogério Ceni já sentiu o peso das ofensas nas redes sociais | Foto: Letícia Martins/EC Bahia

“Barata-voa”. Foi assim que Juca Kfouri definiu o pandemônio das redes, após dois erros de arbitragem, um a favor e outro contra o Palmeiras. Bastou isso para a fauna digital entrar em campo: jornalistas, influenciadores e torcedores travestidos de justiceiros, cada um armado de seu próprio VAR moral.

Hoje, o futebol não é mais jogado apenas nos estádios, mas em arenas muito piores: os comentários das redes sociais. Rogério Ceni e Renato Gaúcho já sentiram o peso disso. O primeiro desabafou que “alguns jogadores são execrados antes mesmo da escalação”. O segundo decretou que “o futebol acabou por causa das redes sociais”.

Não acabou, mas adoeceu.

O ódio está em todo lugar, disfarçado de opinião. A cada rodada, o torcedor que pensa é soterrado por uma multidão que não quer refletir, quer destruir. Há uma ânsia por cancelamento, um prazer mórbido em transformar erros em tragédias morais.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Clubes como Corinthians e Palmeiras já tentaram reagir, lançando campanhas contra o ódio e a intolerância digital. Mas a pergunta que fica é simples: como transformar um ambiente que lucra com o barulho em espaço de diálogo e respeito?

Enquanto o futebol continuar refém de algoritmos que premiam a histeria, a bola seguirá rolando em campos minados.

E talvez o maior cartão vermelho do nosso tempo não seja o erro do árbitro, mas a incapacidade de o torcedor — e de todos nós — enxergarmos o jogo com empatia, lucidez e responsabilidade.

Porque o futebol, antes de tudo, é um espelho. E o que ele tem refletido nas redes diz muito mais sobre a sociedade do que sobre o placar.

Relacionadas