Esportes
Palmeiras prev� dificuldades contra Paysandu
Belém, PA - Se no Piauí o Palmeiras iniciou a Copa dos Campeões em um campo neutro e terminou a participação na sede como se estivesse em casa, a situação agora volta à estaca zero, tendendo a piorar. O clube de Parque Antártica vai encarar o Paysandu, com torcida contra, campo desconhecido e, mais uma vez, condições climáticas desfavoráveis. O fator mais preocupante é o campo de jogo. O time paraense, na visão dos palmeirenses, sabe de cor os atalhos do gramado do reformado Mangueirão, que custou R$ 40 milhões aos cofres públicos e foi rebatizado de Estádio Olímpico do Pará. Até domingo, o Palmeiras pretende encontrar formas de minar as forças do Paysandu. Para o campo de jogo, a comissão técnica espera ajuda da organização do torneio. O desejo é ver a grama aparada e um dia de treino no local. ?As dificuldades serão enormes. Em Teresina jogamos em um campo neutro, em Belém vamos jogar na casa do adversário?, disse o técnico Wanderley Luxemburgo, que voltou a atacar a organização do torneio por escolher o Pará como uma das sedes. Dificuldade O capitão Arce também cita o peso do gramado alto como uma dificuldade a mais. ?Deve ser característica do campo. Atrapalha um pouco a velocidade, mas não determina o resultado?, ressalta Arce. A preocupação com o clima também existe, mas a experiência de Teresina, onde a partida contra o Fluminense iniciou com 35º C, deixa a comissão técnica com menos medo. A presença de um grande público - a previsão dos organizadores é lotação máxima com os 54 mil lugares, que, se acontecer, será recorde da competição, tomados pela fanática torcida azul e branca - é vista como um ingrediente que vai motivar o Paysandu. Para segurar a pressão, a receita é ?cozinhar? o jogo, mantendo a posse de bola, deixando a torcida paraense nervosa com seu time. ?Torcida ajuda, claro. Mas em muitas situações ela não entende o que se passa na partida e acaba prejudicando seu próprio time?, lembrou Arce.