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Justi�a p�e Santa Cruz na S�rie A do Brasileiro
Recife - Os tricolores pernambucanos estão em festa. Ontem, o Santa Cruz Futebol Clube voltou à elite do futebol brasileiro. Não houve gols. Não existiu sequer uma partida de futebol. O retorno da equipe pernambucana ao primeiro escalão dos times nacionais se deu através de uma decisão judicial. A Prefeitura Municipal de Belo Jardim - município localizado no agreste pernambucano entrou, ontem, com uma ação civil pública reivindicando o retorno do Santa Cruz à Série A do futebol brasileiro e a juíza Marcinajara Maria Góes de Arruda, da 2ª Vara Cível de Belo Jardim, acatou, horas depois, o pedido e concedeu a liminar que beneficia o Tricolor. Apesar da falta de glamour, os torcedores não estão preocupados e prometem acompanhar de perto a campanha da equipe Tricolor no Brasileirão. Assim como nas outras três vezes em que o time tentou retornar à primeira divisão, o principal argumento utilizado pelos autores da ação judicial foi o de que, em 99, o Santa Cruz alcançou a Série A após ser o vice-campeão da Segunda Divisão. Nos anos seguintes, com os Brasileiros sendo organizados pelos clubes, e não mais pela CBF, muitos clubes - Bahia, São Caetano, Fluminense e Botafogo de Ribeirão Preto, por exemplo - passaram da Série B para a A pela ?janela?. Alguns permanecem até hoje. Critério ?O critério de convite só tem valor se for respeitado o direito adquirido por aqueles que conseguiram o lugar na Primeira Divisão dentro do campo?, é o que diz o último parágrafo do documento escrito pela magistrada Marcinajara. Caso a CBF não aceite a decisão judicial, a partir de hoje, terá de pagar uma multa diária ao Tricolor, no valor de R$ 150 mil. ?A liminar que concedemos só assegura um direito que os tricolores garantiram no campo?, enfatizou a juíza. ?Subimos no campo, em 1999, quando a competição era organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Como a Confederação não organizou a competição nos dois anos seguintes, o tricolor não poderia ter sido rebaixado a Série B, em 2001. Não há o que se questionar? revelou a diretoria do clube.