FINALÍSSIMA
Copa Libertadores move as paixões alviverdes e rubro-negras em Alagoas
Torcedores alagoanos falam sobre a final deste sábado, entre Palmeiras e Flamengo, em Lima, no Peru


Neste sábado (29), Lima será palco do maior confronto entre clubes na América do Sul. A final da Copa Libertadores não será apenas decidida mais uma vez entre brasileiros, mas novamente entre dois gigantes do País. Palmeiras e Flamengo se reencontram, duelando pela glória eterna, no Monumental de Lima, no Peru, a partir das 18 horas. O confronto marca o domínio de ambos em cenário nacional e internacional. São os dois maiores expoentes do futebol brasileiro na atualidade.
Com torcidas espalhadas pelo Brasil — e até fora dele —, a decisão também mexe com alagoanos que vivem a paixão à distância. É o caso de Gabriel Marinho, flamenguista, que atualmente mora em Portugal. Para ele, a final carrega um significado que ultrapassa o campo.
“Para mim este confronto da Libertadores tem um peso enorme. São, hoje, os dois melhores times do continente sul-americano! O Flamengo infelizmente perdeu a final para o Palmeiras em 2021, então existe, sim, um sentimento de contas a acertar. É um duelo que mexe muito comigo, porque não é só futebol. Tem história, tem memória e tem emoção envolvida”, disse.
Gabriel guarda com carinho os momentos que viveu acompanhando o Flamengo mesmo a milhares de quilômetros de casa. “Eu já tive a felicidade de ver dois títulos da Libertadores do Flamengo, e cada um marcou a minha vida de um jeito diferente. O primeiro, em Lima, foi simplesmente mágico”.
Para ele, estar longe só potencializa o vínculo. Morador da cidade do Faro, Gabriel não se vê menos tomado pela energia rubro-negra, que transcende corações Rio à fora. “Morar em Portugal torna tudo ainda mais intenso. O fuso e os horários complicam, mas cada jogo me aproxima de casa”.
Confiante para este sábado, ele aposta em 2 a 0, gols de Bruno Henrique e Arrascaeta, e planeja assistir à final na Embaixada do Flamengo em Lisboa.

Do outro lado da história está Breno Eduardo, natural de Rio Largo-AL, que vive o Palmeiras sob uma ótica diferente: lúdica, feita de mística, incerteza e obsessão. “Acredito que ser um clube tão peculiar, com altos e baixos, é o que deixa o Verdão tão apaixonante. Só quem é palmeirense entende. O palmeirense vive sempre num jogo mental. Difere da autoconfiança rubro-negra. É um clube historicamente escaldado, que acredita que tudo pode acontecer. O Palmeiras é quase místico”, destaca.
A história de como essa relação começou vem num momento divergente. Mesmo com a conquista da Copa do Brasil em 2012, o Alviverde não pôde evitar um dos momentos mais difíceis de sua história. Naquele ano, o Palmeiras estaria sendo rebaixado para a 2ª divisão, um fim melancólico, mas que, no ano seguinte, acabou por também ser um início. O do amor de Breno pelo Palestra. “Me tornei palmeirense em 2013, com o time na Série B. Uma decisão meio sem sentido, incentivada por um amigo, que hoje vejo como destino. Seria uma pessoa totalmente diferente se não fosse palmeirense”.
Como qualquer torcedor nascido longe do seu clube, a oportunidade para assistir a um jogo do time do coração não acontece todo dia. Mas em 2019, Breno teve pela primeira vez, a chance de ver pessoalmente o Palmeiras jogar. Naquele ano, o CSA recebeu o Alviverde em sua casa, no Rei Pelé, pela segunda rodada do Brasileiro daquele ano.
O que parecia uma simples partida com os reservas do Palmeiras numa rodada não muito importante, para Breno foi, na verdade, um momento especial.
“Em 2019 tive a oportunidade de ver o Palmeiras jogar no Rei Pelé. Fiz a proeza de fazer meu pai, flamenguista, me levar ao estádio para realizar meu sonho. E mesmo naquele dia, em um jogo que nem televisionado foi, com o Felipão entrando com um time totalmente reserva… não importava. Era o Palmeiras. Minha obsessão”.
*Sob supervisão da Editoria
