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O homem forte do basquete brasileiro

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Gerasime Nicolas Bozikis, o ?Grego?, está à frente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) há 12 anos. Em 2009, Grego pode prolongar-se na presidência da entidade por mais quatro anos. No próximo dia 4 de maio serão realizadas eleições para o cargo. ?Nós vamos ganhar e continuar por mais quatro anos?, afirma confiante o dirigente. Nascido em Atenas, na Grécia, há 65 anos, Gerasime Nicolas Bozikis chegou ao Brasil com 14 anos. Começou a jogar basquete aos 10 anos, ainda na sua terra natal. Em terras brasileiras, foi jogador do Botafogo, depois passou a dirigente do Alvinegro carioca, em seguida assumiu a vice-presidência da federação do Rio de Janeiro, até chegar a presidente da endidade. Em 1997 foi eleito para comandar a CBB. Grego esteve em Maceió, na sexta-feira, para conhecer o trabalho desenvolvido pela Federação de Basketball de Alagoas, no Pavilhão do Basquete. Na ocasião, o dirigente concedeu a seguinte entrevista. *** Gazeta ? Quando será a eleição para presidente da CBB? Grego ? Foi confirmada hoje (sexta-feira, 3) a data. Tínhamos um problema de local. Será no dia 4 de maio. O Estado de Goiás está desfiliado da entidade? Não, não está desfiliado, está inativo há praticamente quatro anos. Está numa pendência jurídica. Mas vamos tentar reverter esta situação junto à Justiça. É uma pena que um Estado como Goiás esteja parado. A federação está fechada e há três anos que Goiás não organiza competições, não disputa campeonatos e nem desenvolve nenhum trabalho. De acordo com o estatuto da CBB, o Estado fica impedido de votar na eleição para presidente da entidade. ### Desarmonia prejudicou time masculino Gazeta ? Três meses apenas para a seleção brasileira masculina é pouco tempo? Grego ? Como falei anteriormente, são apenas três meses para convocar, treinar, fazer amistosos e em seguida jogar. É assim no mundo inteiro. Vamos pegar como exemplo a Grécia, Espanha e Argentina. Eles têm quase o mesmo tempo há oito, dez anos. Eles treinam o mesmo que nós, mas com a vantagem de treinar há oito, dez anos. Enquanto nós a cada ano é um problema. Acho que este ano isso vai ser resolvido. Os jogadores todos querem. O Moncho (Monsalve, técnico da seleção brasileira de basquete masculino), passou alguns dias com os jogadores que atuam nos Estados Unidos, acompanhou treinos e os jogos deles na NBA. Estão todos empolgados. O mesmo ocorre com os que atuam na Europa. Os jogadores que atuam no Brasil também estão empolgados. Este é o basquete masculino do Brasil, que nada tem a ver com o basquete Brasil, que são as categorias de base, as escolinhas, o projeto Basquete do Futuro, clínicas para árbitro, para técnicos. ///

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