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ALAGOANO 2026

AL: quem para o CRB rumo ao penta?

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Atual tetracampeão, CRB se aproxima do inédito penta
Atual tetracampeão, CRB se aproxima do inédito penta | Foto: — Foto: Francisco Cedrim/CRB

O Alagoano 2026 está prestes a começar e já cobra resposta. De 10 de janeiro a 7 de fevereiro são 28 dias para sete rodadas que definem os quatro semifinalistas e o rebaixado. É pouco tempo para corrigir rota. Quem não pontua cedo, entra num modo de sobrevivência que costuma engolir até camisa pesada.

O CRB entra como favorito, e seria desonesto negar. Barroca segue, a base foi mantida, o elenco é o mais pronto do estado, e o clube está mais preparado para um detalhe que decide estadual curto: a recuperação de desgaste, que vira artigo de luxo quando a sequência aperta. Ser favorito, porém, não é medalha, é responsabilidade desde a primeira rodada. Renato Paiva, treinador português, deixou o aviso do jeito certo: no cemitério do futebol está cheio de favoritos. No Alagoano, isso não é frase, é armadilha.

O CSA tenta ser o freio desse roteiro. Se a possível chegada de Rafael Tenório se confirmar como reforço de projeto, o ambiente muda e a cobrança sobe, porque tradição também tem prazo. O ASA carrega outra pergunta que mora no pensamento do povo de Arapiraca: chegou a hora de parar de perder finais para o CRB. Para completar, Arapiraca volta a ver o duelo das equipes da cidade, com o Cruzeiro-AL de volta à primeira divisão estadual. Para o Cruzeiro, o recado é direto: a missão principal é permanecer.

A quarta vaga da semifinal costuma ser um campeonato dentro do campeonato. CSE, Penedense, Murici e Coruripe sabem o caminho. Tirar ponto de CRB, ASA e CSA é meio passaporte, e fazer valer o mando de campo pode ser a diferença entre sonhar e apenas participar. Em formato curto, tabela também joga.

Quanto à arbitragem, o que o estadual precisa é simples: critério, firmeza e discrição. Em 2025, apesar do barulho inevitável de final, o título saiu legitimado pelo que aconteceu em campo. Mantendo esse padrão, o jogo agradece.

No fim, o Alagoano de Futebol não entrega taça em fevereiro, mas entrega sentenças. Em 28 dias, alguns seguem vivos na disputa, outros ficam pelo caminho, e um já cai. A partir daí, o campeonato muda de temperatura, e a bola passa a falar mais alto do que qualquer previsão.

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