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Libertadores: empate d� t�tulo ao S�o Caetano
São Paulo - Chegar a decisões, nos últimos três anos, se tornou uma rotina para a comissão técnica e jogadores do São Caetano. Assédio da imprensa e de torcedores, tensão, ansiedade, viagens, estádios cheios, enfim, tudo o que envolve uma final deixou de ser novidade. Só falta um detalhe, exatamente o mais importante: o título. E para acabar com o estigma do vice que tanto os incomoda, resultado de duas derrotas consecutivas em finais de Campeonato Brasileiro (2000 contra o Vasco e 2001 diante do Atlético-PR), o alvo foi o trabalho extracampo. ?Agora vai! O momento é do São Caetano?. É o discurso geral. Trabalho extracampo significa, em outras palavras, cuidado com o aspecto emocional do grupo. E não é para menos. Um simples empate hoje à noite, às 21h45, no Pacaembu, contra o Olímpia, faz da equipe do ABC a campeã da Taça Libertadores da América (os brasileiros venceram a primeira partida, em Assunção, por 1 a 0). ?Perdemos as duas decisões talvez pela inexperiência. Faltou tranqüilidade em alguns momentos?, explicou o técnico Jair Picerni. Olímpia As duras críticas do presidente do Olímpia, Osvaldo Domínguez Dibb, contra os jogadores e sua pedida de renúncia do cargo, parecem não ter mexido com os integrantes do elenco. E nem a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, no Defensores del Chaco, mudou o pensamento dos atletas que garantem, que prometem vencer o São Caetano por dois gols de diferença para levar o título da Taça Libertadores. ?Conseguimos reverter todos os resultados fora de casa. Nosso país não esperava a derrota em Assunção, jogamos muito mal, mas vamos levar o título para casa.? São Caetano - Silvio Luiz; Russo, Daniel, Dininho e Rubens Cardoso; Marcos Senna, Adãozinho, Robert e Aílton; Anaílson e Somália. Olímpia - Tavarelli; Isasi, Cáceres, Zelaya e Da Silva; Orteman, Quintana, Enciso e Córdoba; Benítez e Báez. Árbitro - Oscar Ruiz (COL)