Esportes
Cartola retorna e � o dono da bola no CSA
Depois de três anos afastado do futebol, quando deixou a presidência da Federação Alagoana de Futebol (FAF), em 2005, ao ser derrotado nas eleições por Gustavo Feijó, Raimundo Tavares, 46, retornou ?ao batente? no ano passado, ao assumir uma Junta Diretiva, ao lado de Cícero Cavalcante, e comandar o futebol profissional do CSA. Naquele ano, o clube foi campeão alagoano. Tentando repetir o sucesso, ele voltou ao Azulão, este ano, também com Cavalcante, mas, diferentemente do ano passado, não teve êxito. O Azulão foi rebaixado à 2ª Divisão do Alagoano. Nesta entrevista, Tavares fala sobre o rebaixamento, os planos para o clube, caso seja presidente, cargo que não descarta, sobre sua relação com o presidente azulino, Abel Duarte, e com seu ex-desafeto Gustavo Feijó. Diz que voltou ao CSA para fazê-lo grande novamente, como os azulinos desejam e, quem sabe, levá-lo à Série C, e que se tiver algum jogador do grupo que destoar, vai sair e vai vir outro. *** Gazeta ? O que levou o senhor a retornar ao futebol, depois de longo tempo à frente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), de ter perdido a eleição de presidente da entidade e ter ficado cerca de três anos afastado? Raimundo Tavares ? Não há como negar que a minha vida foi dentro do futebol, quer seja como mascote do CSA, atleta amador, diretor ou presidente do clube. Cheguei a ser presidente da Federação por 12 anos. Também tive o meu lado político e quando terminou o meu mandato de prefeito de Junqueiro, eu senti falta do dia-a-dia do futebol, porque meu amor pelo CSA é uma coisa que vem do berço. Tudo isso pesou. E retornei para fazer parte de uma junta diretiva do clube. Nunca tive vaidade por cargos, porque o CSA, para mim, está acima de tudo e de qualquer coisa. Lamentavelmente não tivemos um bom Campeonato Alagoano, que culminou com o rebaixamento. Mas sempre disse que no futebol é difícil quando você inicia uma preparação com planejamento, quanto mais se você pegar do meio para o fim, que foi o que aconteceu. Mas isso não fez com que eu nem meu companheiro Cícero Cavalcante baixássemos a cabeça. Continuamos trabalhando e agora estamos aí de vento em popa, com um projeto, com um tempo maior, contratando certo, montando a comissão técnica e uma infraestrutura, para que o CSA possa ter pelo menos um calendário, fazer uma grande Série D e, a partir de 2010, vamos ver o que pode ser feito. Eu acho que o CSA deve ser repensado. Terá que dar dois, três ou dez passos para trás, se for o caso, para poder dar 20 passos para a frente. Tem que ter essa humildade e essa consciência. Acho que essa questão de se eleger presidente e ficar mudando quatro, cinco vezes, sem terminar o mandato, tem trazido um prejuízo enorme para o clube. Não há mais espaço para isso. Os nomes vão aparecer no momento oportuno e eu quero estar aí para colaborar ou com meu nome ou apoiando outro candidato, mas um candidato sério, que tenha comprometimento, projetos, organização, tempo e que seja profissional. Existe o Conselho Deliberativo para fiscalizar. O CSA é um clube viável. É uma pena que não tenha o seu campo, um centro de treinamento, uma sede, mas são coisas que podem ser arrumadas num curto espaço de tempo. E espero que esse resto de ano e o começo do próximo ano sejam da guinada do CSA. ### QUEM É Nome: José Raimundo de Albuquerque Tavares Idade: 46 anos (16/04/63) Naturalidade: Maceió-AL Cargo: dirigente do CSA Formação: Direito Profissão: pecuarista Estado civil: casado (2 filhos) Ídolo: o pai, José Tavares Hobbies: futebol, exercícios físicos e correr vaquejada Clube: CSA ///