BASQUETE
Arnon de Mello destaca trajetória e legado de Oscar Schmidt
Vice-presidente da NBA na América Latina resgatou dimensão histórica do “Mão Santa”, que faleceu na última sexta (17)
A morte de Oscar Schmidt provocou forte comoção no esporte e mobilizou homenagens relevantes, incluindo um reconhecimento público da NBA, que destacou a dimensão histórica de um dos maiores nomes do basquete brasileiro. Em nota oficial, a liga lamentou a perda do “eterno Mão Santa” e ressaltou a singularidade de sua trajetória, marcada por escolhas que desafiaram a lógica do esporte profissional e deixaram impacto duradouro.
Uma das homenagens mais emblemáticas à carreira de Oscar ocorreu ainda em vida, por meio de declaração do vice-presidente da NBA para a América Latina, Arnon de Mello. Na ocasião, ao reverenciar o “Mão Santa”, ele destacou, em mensagem enviada ao ex-jogador, o peso das decisões que moldaram seu legado — especialmente a opção de não atuar na NBA para seguir defendendo a Seleção Brasileira.
“Quando você escolhe do seu jeito, tudo vira sua responsabilidade. Cada gota de suor. Cada lágrima. Cada frustração e cada alegria. Você escolheu seus adversários. Escolheu fazer o seu caminho. Escolheu ouvir a vida inteira: por que você nunca jogou na NBA?”, escreveu.
Na sequência, a ausência histórica foi transformada em reconhecimento simbólico, em um gesto que ganhou ainda mais relevância com o passar dos anos.
“Há 33 anos, você foi convidado para jogar na NBA. Mas você precisou abrir mão desse sonho para seguir jogando com a seleção brasileira. Hoje, temos o prazer de refazer o convite. Antes, para um garoto de 26 anos. Hoje, para um Hall of Fame do basquete mundial. Oscar, seja bem-vindo à NBA”.
Oscar Schmidt foi incluído no Hall da Fama em 2013, tornando-se um dos raros brasileiros a alcançar essa distinção, ao lado de Ubiratan Pereira Maciel e Hortência Marcari. A honraria consolidou internacionalmente uma carreira construída fora da NBA, mas marcada por protagonismo e relevância global.
O ex-jogador morreu na última sexta-feira (17), aos 68 anos, vítima de parada cardiorrespiratória. Sua trajetória permanece como um dos capítulos mais expressivos da história do esporte brasileiro.