Esportes
Felipe Scolari vira garoto-propaganda
Brasília - O técnico da Seleção, Luiz Felipe Scolari, é o novo garoto-propaganda da linha de TVs Dwide da Philips. A campanha publicitária para o Dia dos Pais, que entrou ontem no ar, explora a imagem de ?paizão?, que o técnico criou entre seus jogadores - a família Scolari - e sugere aos filhos de todo o País: ?Neste Dia dos Pais, retribua tudo o que ele fez por você. Dê um Philipão para o seu primeiro treinador.? O comercial veiculado em televisão mostrará Felipão na beira de um campo de futebol gritando e gesticulando como de costume. Na seqüência, o locutor afirma em off: ?Ele sempre foi muito duro com você? Fez coisas que você não conseguia entender. Cobrava demais? Gritava demais? Parecia que nada do que você fizesse seria suficiente? Só depois de ficar irritado, chorar e até falar mal dele é que você acabava entendendo que tudo aquilo era para o seu próprio bem?. No final, o técnico brasileiro sorri e abraça um dos jogadores, quando surge a mensagem sobre a compra da TV de tela plana e formato panorâmico. O contrato entre a Philips e Felipão vai até o fim do ano e prevê exclusividade para o segmento de eletroeletrônicos. A campanha será veiculada nas principais emissoras de TV aberta e na TV paga. Havelange O presidente de Honra da Fifa, João Havelange, condenou a demora do governo no auxílio aos clubes brasileiros, que estão mergulhados em grave crise financeira. O discurso do dirigente provocou reação áspera do ministro do Esporte e Turismo, Caio Luiz de Carvalho, durante a cerimônia de abertura da sétima edição dos Jogos Sul-Americanos, no Palácio da Cidade, no Rio. ?O governo já deveria estar ajudando há muito tempo?, disse Havelange, referindo-se ao pacote de medidas que vão ser adotadas pela administração federal para socorrer os clubes. ?A gente não chega ao fundo do poço para poder sair, como acontece aqui no Brasil. Temos que evitar que isso aconteça?. Inconformado com as declarações de Havelange, o ministro condenou a má administração realizada pelos dirigentes, que teriam levado os clubes ao ?fundo do poço?. Carvalho ainda lembrou que a gerência das entidades no Brasil sempre foi feita por amadores. ?Não foi o governo brasileiro que se articulou em um grupo no Congresso Nacional para mudar toda a legislação esportiva?, frisou o ministro do Esporte e Turismo. ?Enquanto procurávamos acertar uma nova legislação para criar condições de os clubes se reerguerem, eles tentaram a todo custo barrar nossos avanços?.