Esportes
Scolari se re�ne amanh� com Teixeira para decidir seu futuro
Rio ? Amanhã é um dia decisivo para Luiz Felipe Scolari, que deverá se reunir com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, para decidir se continua ou não como técnico da Seleção Brasileira. Passado mais de um mês da conquista do pentacampeonato mundial, Scolari irá para a conversa com Teixeira com um dilema na cabeça e espera sair do Rio com o futuro definido. Amigos de trabalho e do convívio pessoal do treinador que conversaram com ele nos últimos dias sentiram um Scolari hesitante e inseguro, apesar de tranqüilo. Scolari continua indeciso. De um lado, sua família e amigos influentes pedem e/ou dão conselhos para que ele deixe a Seleção. A mulher do treinador, Olga, e o seu primogênito, Leonardo, detestam os holofotes e o assédio inerentes ao cargo. Demonstram a todo instante o desconforto com a situação, o que afeta Scolari. Os colegas do meio futebolístico têm outro argumento: sugerem que o técnico siga o exemplo de Parreira e saia ?por cima?, mantendo sua reputação de vencedor. Mas ele leva em conta outros fatores. Comenta com vontade adolescente a possibilidade de disputar uma Olimpíada - o que mais o deixa excitado é poder ficar hospedado numa Vila Olímpica com milhares de atletas de várias modalidades e de todo o mundo. O projeto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para Atenas-2004 será, assim, importante para a resposta de Scolari a Teixeira. O desafio de dar ao Brasil a inédita medalha olímpica e o de ser o único técnico a vencer uma Copa por duas vezes seguem em sua cabeça. Aliada ao atual dilema há uma evidência. Nenhum grande clube europeu fez proposta para contratá-lo - e essa era a única chance de tirá-lo da Seleção imediatamente após a Copa. A CBF, por sua vez, irá sugerir a redução do salário de Scolari, que recebeu, até a Copa, US$ 150 mil mensais. Sem problemas financeiros, principalmente após a Copa, o treinador não pretende aceitar ganhar menos, mas pode ceder se obtiver outros ganhos dentro da CBF, como autonomia para trabalhar com as divisões de base.