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Amado e odiado, Neymar encerra o seu cilco na Seleção

Despedida do craque encerra um dos capítulos mais complexos da história recente da equipe nacional

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Neymar chora após a eliminação do Brasil pela Noruega
Neymar chora após a eliminação do Brasil pela Noruega | Foto: Odd ANDERSEN / AFP

A despedida de Neymar da Seleção Brasileira encerra um dos capítulos mais complexos da história recente da equipe nacional. Dono de números incontestáveis, protagonista de uma geração que jamais conquistou a Copa do Mundo e alvo permanente de debates, o camisa 10 deixa a equipe carregando uma pergunta inevitável: afinal, o que ele acrescentou à Seleção? E, olhando para este último Mundial, foi correto levá-lo ou sua presença representou um problema?

Os números dificilmente permitem contestação. Com 80 gols, Neymar encerra sua trajetória como o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira. Durante mais de uma década e meia, foi o principal rosto do futebol brasileiro, assumiu responsabilidades, decidiu partidas e carregou um peso que poucos jogadores da história tiveram. Ao mesmo tempo, sua carreira na Seleção ficou marcada por um roteiro cruel de lesões nos momentos mais importantes.

Na Copa do Mundo do Catar, em 2022, parecia que enfim chegaria a sua melhor oportunidade. Logo na estreia, porém, sofreu uma entorse no tornozelo que o tirou da fase de grupos. Voltou a tempo do mata-mata, marcou diante da Coreia do Sul e produziu um dos momentos mais brilhantes de sua carreira ao fazer um golaço na prorrogação contra a Croácia. O gol parecia colocar o Brasil na semifinal, mas a equipe sofreu o empate nos minutos finais e foi eliminada nos pênaltis.

Depois daquele Mundial, Neymar ainda iniciou o ciclo para 2026 em alta. Marcou dois gols na goleada por 5 a 1 sobre a Bolívia, deu uma assistência no empate com a Venezuela e participou da vitória sobre o Peru. Mas, em outubro de 2023, veio outro golpe. Contra o Uruguai, sofreu a grave lesão no joelho que o afastou por mais de um ano.

A recuperação também esteve longe de ser simples. Vieram problemas musculares, uma cirurgia no menisco no fim de 2025 e, quando parecia pronto para voltar definitivamente, uma lesão grau 2 na panturrilha direita quase o deixou fora da Copa do Mundo.

Foi justamente aí que surgiu a principal discussão deste Mundial. Ancelotti recebeu um Neymar longe do auge físico e técnico, mas suficientemente recuperado para ser convocado. O Lance! apurou que o treinador italiano chegou a apresentar duas listas à direção da CBF: uma com Neymar e outra sem ele. A sugestão final ficou com a cúpula da entidade, que optou por levar o maior jogador brasileiro da geração.

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