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Espanha e Argentina lutarão pelo 'controle da bola' na final

Números oficiais da Fifa mostram que a grande batalha da decisão da Copa do Mundo 2026 será a disputa palmo a palmo

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Cristian Romero, da Argentina, marca gol de cabeça contra Egito
Cristian Romero, da Argentina, marca gol de cabeça contra Egito | Foto: — Foto: Odd Andersen/AFP

O duelo que decidirá o vencedor da Copa do Mundo em 2026 coloca frente a frente no domingo duas escolas que compartilham o mesmo dogma: o culto ao bom tratamento da bola. De um lado, a Espanha, dona do maior controle do torneio; do outro, uma Argentina detentora de grande talento e liderada pelo gênio Lionel Messi.

Os números oficiais da Fifa mostram que a grande batalha da final será a disputa palmo a palmo para ver quem dita o ritmo do jogo. Argentina e Espanha lideram o ranking de precisão de passes no Mundial – 90,6% para os sul-americanos contra 90,5% para os europeus –, mas utilizam caminhos completamente distintos para agredir e se defender.

LUTA OFENSIVA

A Argentina, sexta colocada em posse de bola, com 55%, aposta em um repertório ofensivo muito mais variado e agressivo pelos lados do campo do que a Espanha. Com 33% de eficiência nos cruzamentos, a atual campeã do mundo explorou o jogo aéreo para anotar quatro gols de cabeça e ostenta um arsenal perigoso fora da área, de onde saíram cinco de seus 19 gols na competição. A recente virada contra a Inglaterra, na semifinal, foi criada a partir dessas duas jogadas.

No ataque, a preferência espanhola é pelo jogo baseado na paciência. A equipe lidera a Copa com média de 58% de posse de bola e prioriza as infiltrações na área adversária – 175 durante o torneio. É um time focado na precisão: os seus 13 gols foram marcados dentro da grande área (seis de perna esquerda e cinco de direita).

“Nossa força é ter a bola, ter muita posse para atacar e garantir que os adversários nos ataquem o mínimo possível”, disse Álex Baena, atacante da Espanha.

Principal nome da Argentina, Messi (ex-Barcelona) está ciente dos perigos que o estilo de jogo da Espanha pode causar na decisão da Copa do Mundo de 2026.

“Será um grande jogo. A Espanha é uma seleção enorme. Eu os conheço bem, joguei por muito tempo da maneira deles”, disse Lionel Messi.

FORÇA DEFENSIVA

Na defesa, o contraste chama a atenção. A Espanha chega à final com uma consistência elogiável, tendo sofrido apenas um gol em sete partidas. Essa solidez se deve à pressão defensiva (1.641 ações) e ao momento iluminado do goleiro Unai Simón, que acumula 108 defesas no torneio.

A Argentina, por sua vez, mostrou-se mais vulnerável, sobretudo na fase eliminatória. Sofreu sete gols ao longo da campanha, registrou apenas duas partidas sem ser vazada (ambas na fase de grupos) e viu o goleiro Dibu Martínez realizar 87 intervenções.

DESGASTE FÍSICO PODE SER DECISIVO

O fator físico também promete pesar na decisão, em Nova Jersey. O desgaste acumulado joga a favor dos europeus: os atletas da Fúria percorreram cerca de 799,5 km no total, enquanto a Argentina chega com mais de 813 km percorridos em campo — reflexo direto de ter disputado duas prorrogações nas fases anteriores, contra Cabo Verde e Suíça, enquanto a Espanha resolveu todos os seus compromissos da fase eliminatória no tempo regulamentar.

Nenhuma das equipes se destaca pela alta velocidade. Ainda assim, a Espanha leva ligeira vantagem na intensidade, com média de 6,08 km/h, contra 5,6 km/h dos argentinos.

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