HERÓI AZULINO
Cadu relembra classificação do CSA: “Ficha ainda não caiu”
Jogador revela bastidores do gol no fim, que garantiu Azulão nas quartas da Série D
O gol que colocou o CSA nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro ainda parece difícil de acreditar até mesmo para quem o marcou. Autor do chute de fora da área que garantiu a vitória por 2 a 1 sobre o São Luiz-RS, no último domingo (26), no Estádio Rei Pelé, o meia Cadu afirmou que ainda tenta compreender a dimensão do momento vivido com a camisa azulina. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva à TV Gazeta de Alagoas.
O herói da classificação azulina tem nome e sobrenome: Wesley Cauã dos Santos Farias. Mas, para a torcida do CSA, ele é simplesmente Cadu. Nascido em Maceió e criado em uma família de azulinos, o meia de 19 anos saiu do banco de reservas para marcar o gol que manteve vivo o sonho do acesso à Série C.
Mesmo alguns dias após a partida, o jovem admite que ainda está assimilando o que viveu no Rei Pelé.
“A ficha ainda não caiu, mas está caindo. Estou tentando acreditar no que fiz, nessa alegria de toda a Nação Azulina e da minha família. Foi um gol inexplicável, que vai ficar na minha história e também na história da minha família”, disse.
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Segundo Cadu, a repercussão do gol transformou completamente a rotina dentro e fora de casa.
“Aqui em casa é praticamente uma nação. Todo mundo é azulino, todo mundo ficou muito feliz. Meus companheiros do Sub-20 me ligam todos os dias, agradecem e conversam comigo. Está todo mundo feliz”, explicou.
O meia contou que o nervosismo apareceu no momento em que recebeu o chamado para entrar em campo, quando o empate levava a decisão para os pênaltis.
“Foi quando o professor Fábio chamou eu e o Fabrício Bigode. O coração já acelerou, o nervosismo bateu. Minha vontade era entrar e dar o meu máximo. Graças a Deus, fui abençoado”, falou.
Antes de entrar em campo, Cadu recebeu orientações da comissão técnica para manter as características que vinha apresentando durante os treinamentos.
“O professor pediu para eu ser eu mesmo. Fiz exatamente aquilo que ele sempre pede nos treinamentos e, graças a Deus, deu certo”, contou.
O golaço de fora da área, segundo o jogador, não foi obra do acaso.
"É uma jogada que eu já trabalho há bastante tempo. O professor pede muito esse tipo de finalização, e a gente treina isso durante a semana”, revelou.
O sonho continua
Apesar da festa pela classificação, Cadu faz questão de lembrar que o principal objetivo da temporada ainda não foi alcançado. O CSA agora disputará as quartas de final da Série D, fase que vale o acesso à Série C. O prata da casa também aproveitou para convocar a torcida azulina para a próxima decisão, contra o Uberlândia.
“Não tem nada garantido ainda. Conseguimos dar um passo muito importante, mas agora vem o jogo do acesso. Estamos muito preparados e vamos continuar trabalhando para conquistar esse objetivo. Quero agradecer todo o carinho e todo o incentivo. Espero que vocês estejam com a gente mais uma vez. Continuem nos apoiando, porque vai dar tudo certo”, falou.
Da base ao profissional
Nascido em 2007, em Maceió, Wesley Cauã dos Santos Farias iniciou a trajetória no futebol em um projeto esportivo da Secretaria Municipal de Esportes. Foi nesse período que surgiu o apelido "Cadu", nome pelo qual passou a ser conhecido.
Depois, atuou no Atlético Alagoano e chegou a fazer uma avaliação no Vasco, mas acabou retornando para Alagoas. Pouco tempo depois, ingressou nas categorias de base do CSA, ainda no fim da passagem pelo Sub-15.
Desde então, percorreu todas as categorias de formação do clube até alcançar o elenco principal.