COLUNA DO MARLON
A elegância de fazer simples
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Ex-jogador da Seleção Brasileira, Alex declarou que “o camisa 10 é o termômetro de quando acelerar e diminuir o ritmo”. Talvez essa seja a melhor maneira de entender Paulo Henrique Ganso.
A elegância de Ganso não está na firula, mas no gesto que parece simples: receber a bola já sabendo onde está o companheiro, atrair a marcação, esperar o instante certo e fazer a bola chegar antes do adversário. Há inteligência nesse futebol que não precisa correr o tempo todo para fazer o jogo andar.
Carlo Ancelotti apontou uma carência de meio-campistas no Brasil e falou da necessidade de formar jovens para o setor. Não citou Ganso, mas o diagnóstico ajuda a destacar o valor das características que o camisa 10 do Fluminense ainda oferece: visão de jogo, controle e leitura do ritmo.
No Fluminense, Marcão resumiu o que vê no meia: “Ele controla o jogo, dita o ritmo”. Essa qualidade não aparece apenas no passe bonito. Está também na pausa que desorganiza a marcação e na escolha de acelerar quando o espaço finalmente se abre.
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Aos 36 anos, Ganso não é a resposta para o futuro da Seleção. É um lembrete do que o futebol brasileiro precisa continuar formando: jogadores capazes de pensar, organizar e dar sentido à posse de bola.
A camisa 10 segue carregando um símbolo. Em Ganso, ainda se vê a beleza de um jogo que parece simples porque alguém o pensou antes.