Esportes
Mais uma vez a Laranja Mec�nica
Rio de Janeiro ? Brasil e Holanda abrem hoje, às 11 horas, as quartas de final da Copa do Mundo em um confronto que promete estar entre os melhores deste Mundial. As duas equipes chegaram à África do Sul com status de candidatas ao título, e confirmaram o favoritismo na 1ª fase. Agora, porém, só uma delas continuará viva na briga pela taça. Os holandeses chegam para o confronto com uma campanha ligeiramente melhor, já que venceram as quatro partidas que disputaram até aqui. O Brasil, por sua vez, foi líder do Grupo G com duas vitórias e um empate. Nas quartas, classificação tranquila: 3 a 0 contra o Chile. NA TERRA DO ?INIMIGO? | ABIDES DE OLIVEIRA - Editor de Esportes A jornalista alagoana Adriana Albuquerque da Costa van der Zwaan vive na Holanda há 11 anos. ?Eu sou de Maceió, onde me formei em Jornalismo. Vim para Holanda de férias logo depois da formatura, em 1999, e lá se vão onze anos de Países Baixos?, comenta. Drica, como é conhecida entre os amigos, é casada com o holandês Adriaan van der Zwaan, com quem tem um filho, Adrian Santiago van der Zwaan. ?Nosso filho Tiago (como todos o chamam) tem dois anos e meio e já conhece a bandeira do Brasil e grita Brasil...sil...sil!!. E quando quer conseguir alguma coisa me chama de mainha!?, revela a alagoana. ALAGOANA VAI USAR AS CORES DO BRASIL Gazeta - Como é torcer pelo Brasil tendo a torcida holandesa como maioria?? Adriana Albuquerque - Eu sou contida na torcida, no final das contas eu estou em território ?inimigo? até a sexta-feira (hoje). Se a Holanda perde, o marido vai sofrer semanas com ressaca moral. Os primeiros dias serão complicados pra aguentar a reclamação por todo lado. No trabalho não acredito que terei problemas. Ontem (quarta-feira) decidi que não vou com camiseta do Brasil, mas com as cores. O pior vai ser na minha rua. Eu moro aqui faz apenas quatro meses e meio e agora todo mundo sabe que eu sou brasileira, por causa da bandeira colocada, estrategicamente, na frente de casa, que divide o espaço com bandeirolas nas cores da Holanda e, até a saída de Portugal, um cachecol nas cores lusas (o seu marido é meio português, já que a sogra era açoriana). As netas da minha vizinha e a molecada já estão na brincadeira, zoando com a minha cara desde o início do Mundial. E ensinam meu filho a dizer: Hup Holland e Vamos lá Holanda ataca! No fundo tenho que admitir, tô até torcendo que eles (os holandeses), finalmente, consigam esse Mundial. O que não pode ser é a Argentina. Ai é pior que o Brasil perder o titulo. ?CRUYFF TEM INGRESSO DE GRAÇA? | LANCEPRESS Rio de Janeiro ? O técnico Dunga minimizou as críticas de Cruyff, ex-meia da Holanda, de que a equipe brasileira não tem mais a magia dos tempos de Gérson, Tostão, Falcão, Zico e Sócrates. O craque holandês, inclusive, afirmou que não pagaria ingresso para ver o Brasil em campo. ?Ele deve ter ingresso de graça, pode escolher quantas partidas quiser ver. Democracia é isso, mas ele seguramente tem ingresso de graça da Fifa, por isso não paga?, ironizou o treinador. Hoje, às 11 horas (horário de Brasília), em Porto Elizabeth, o Brasil enfrenta a Holanda pelas quartas de final do Mundial. Questionado se pagaria para ver o atual time holandês jogar, o técnico fez piada. ?Sou pão-duro. Prefiro olhar na televisão?, comentou o técnico. GRAMADO DA PARTIDA CHEIO DE BURACOS | LANCEPRESS Porto Elizabeth, África do Sul ? Brasil e Holanda não verão a bola rolar ?redonda? hoje, em Porto Elizabeth. As duas seleções irão decidir um lugar na semifinal no gramado-problema do estádio Nelson Mandela Bay. Alvo de reclamações desde o início da Copa, o campo sofre com buracos e placas que se soltam. Ontem, por volta das 16 horas (11 horas de Brasília), oito pessoas trabalhavam apenas na área localizada à esquerda das cabines de TV. Com baldes recheados com grama, ?maquiavam? as muitas falhas. UM DUELO DE MUITA EMOÇÃO Johannesburgo, África do Sul ? Hoje, no Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11 horas, a seleção brasileira volta a encontrar a Holanda no caminho em Copa do Mundo. Até então, foram três decisivas partidas, em 1974 e 1998, pelas semifinais, e em 1994, pelas quartas de final. É, realmente, um jogo digno de uma Copa do Mundo. ?Já estive em dois jogos Brasil x Holanda em Copas do Mundo, em 1994 e 1998. Os dois foram inesquecíveis e emocionantes?, disse Dunga, capitão da seleção brasileira nas duas Copas. Desde o primeiro confronto, na semifinal de 1974, quando o Carrossel Holandês ? comandado por Cruyff ? derrotou o Brasil por 2 a 0, ficou evidente que era um confronto que ficaria marcado para a história. Naquela partida, o Brasil poderia ter saído na frente com oportunidades desperdiçadas por Paulo Cesar e Jairzinho. Foi o primeiro dos grandes jogos entre as duas seleções em Copas do Mundo. A história ainda estava sendo escrita e passaria pelas gerações de 1994 e 1998. URUGUAI E GANA FAZEM A PARTIDA DAS ?SURPRESAS? | LANCEPRESS Rio de Janeiro ? A Copa de 2010 ficará marcada por vários acontecimentos inéditos: o primeiro Mundial na África, a primeira vez que uma seleção anfitriã não passa da primeira fase, as eliminações da atual e da vice-campeã do mundo. E hoje, às 15h30, não será diferente. Uruguai e Gana, pouco cotados a irem longe nesta Copa antes e no início do Mundial, fazem o duelo das ?surpresas? pelas quartas de final. A Celeste, que não figurava entre as oito melhores seleções há 40 anos, sonha com o terceiro título mundial. O adversário, Gana, é o único remanescente africano na Copa-2010. Em seu segundo Mundial (em 2006 perdeu para o Brasil nas oitavas), a equipe é a terceira seleção africana a chegar às quartas. O objetivo, ir além. Se chegar à semifinal, Gana vai superar as campanhas de Camarões (1990) e Senegal (2002), eliminados nesta mesma fase. MARADONA FALA DA PROVOCAÇÃO ALEMÃ | LANCEPRESS Rio de Janeiro ? O treinador Maradona não deixou barato os comentários de Schweinsteiger e já mandou resposta. Em entrevista à Fox Sports, o comandante argentino olhou para a câmera e perguntou: ?O que está acontecendo Schweinsteiger? Está nervosinho??. O Pibe respondeu às denúncias do alemão, que afirmou que os argentinos eram provocadores e faziam pressão nos árbitros. ?Não temos tempo para pensar em Schweinsteiger. Os jogadores querem entrar em campo e ter a revanche de 2006. Então não me preocupa que digam de disputa de pênaltis, de brigas, de que não sabemos perder, não nos interessa. Cada partida é diferente e esta vai ser diferente, porque vamos atacar. É isso que deixa eles nervosos?.