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O planeta ter� um novo campe�o

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Hoje o ?planeta bola? vai conhecer um novo campeão mundial. A final da primeira Copa do Mundo na África não tem time sul-americano. A decisão é europeia. E os países finalistas, Espanha e Holanda, nunca conquistaram o título máximo do futebol mundial. Os holandeses disputam sua terceira final de Copa do Mundo. Nas outras duas oportunidades, em 1974 e 1978, perderam o título, respectivamente, para Alemanha e Argentina. Atual campeã europeia, a Espanha chega a sua primeira decisão de Mundial. Antes, a melhor colocação da Fúria foi um 4º lugar, no Mundial de 1950. Pela Espanha, a aposta é na força do meio-campo, comandado por Xavi e Iniesta. Na Holanda, as esperanças são a dupla Sneijder e Robben. O EMBATE ENTRE A LARANJA E A FÚRIA | DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS Espanha e Holanda, que há anos figuram na lista das grandes seleções de futebol do mundo, se enfrentam por um título inédito. Os holandeses, que irão jogar hoje com o tradicional uniforme laranja, chegaram à decisão de maneira impecável: vencendo todos os seus jogos (incluindo as eliminatórias). Já os espanhóis, que jogarão de azul, tropeçaram diante da Suíça na estreia, mas se recuperaram e garantiram vaga na decisão. Os dois times têm centroavantes matadores: Sneijder e David Villa são os artilheiros de suas seleções, com cinco gols. Enquanto o time holandês conta com a ajuda de Robben, o espanhol precisa se virar praticamente sozinho no ataque. ESPANHA GARANTE NÃO ?AMARELAR? | GLOBOESPORTE.COM Potchefstroom, África do Sul ? Falta uma vitória para a Espanha conseguir o título inédito da Copa do Mundo. Uma conquista que acabaria também com uma velha e incômoda fama da Fúria: a de time que amarela na hora da decisão. A equipe de Vicente del Bosque se diz pronta para isso e acha que finalmente a seleção chegou ao nível dos clubes do País, principalmente Real Madrid e Barcelona, que sempre são apontados como favoritos nos torneios que disputam. A fase da Fúria começou a mudar em 2008, quando venceu a Eurocopa sob o comando de Luis Aragonés. O técnico saiu, mas a base dos convocados continuou a mesma. O fracasso na Copa das Confederações, ano passado, voltou a colocar dúvidas sobre o desempenho da Espanha no Mundial: favorito, o time perdeu para os Estados Unidos e nem chegou à final. ESSA PAIXÃO, O FUTEBOL | WELLINGTON SANTOS - Repórter ?Brasil está vazio na tarde de domingo, né? Olha o sambão, aqui é o país do futebol?. Essa estrofe da música ?País do futebol?, composta no começo dos anos 70 pelos consagrados Milton Nascimento e Fernando Brant e imortalizada em vozes como a de Wilson Simonal, o rei do suingue, e de Elis Regina, ?a pimentinha?, bem poderia ser a síntese do que representa esse esporte para os mais de 190 milhões de treinadores brasileiros - como se costuma dizer. Ao vislumbrar o imaginário de um Brasil que gira em torno de uma bola com 22 jogadores ? 11 em cada time ? correndo atrás dela, como se fosse a própria vida, como chegaram a comparar intelectuais do nível de um Armando Nogueira, falecido recentemente, os compositores entram nesse campo iluminado, ao afirmarem ainda na canção que ?Brasil só é futebol nesses noventa minutos de emoção e alegria...? e arrematam: ?esqueço a casa e o trabalho, a vida fica lá fora, dinheiro fica lá fora, a cama fica lá fora, família fica lá fora, a vida fica lá fora,e tudo fica lá fora...? DOMÍNIO EXAGERADO | WELLINGTON SANTOS - Repórter ?De qual esporte você tem ouvido falar ultimamente, além do futebol? Foi fácil de responder? Não? Em época de Copa do Mundo então, nem se fala. Ainda mais agora quando todos os holofotes só têm uma direção: a Copa Fifa. Claro que o jornalismo foca o noticiário no que dá audiência, no caso, o futebol, mas tem como ter simpatia por outra modalidade, se na maioria das vezes o que se explora dos outros esportes são apenas as notícias de superação ou de alguém que saiu das ruas, treinou em uma pista com condições precárias e ainda assim foi campeão de alguma competição importante??. Essa afirmação crítica acima sobre esse fenômeno chamado futebol foi feita pelo site Tá naRede ao emitir um parecer sobre essa predominância. ?Quero citar aqui alguns exemplos, como da nossa saltadora Fabiana Murer. Há mais ou menos dois meses ela venceu o mundial indoor de atletismo em Doha no Catar, ganhando de ninguém mais ninguém menos, que Yelena Isinbaeva ? batedora de 27 recordes. Claro que as conquistas da rusasão superiores as da brasileira, mas tem como competir de igual para igual em condições de treinamento tão distintas??. FUTEBOL PRESENTE TAMBÉM NA FALA | WELLINGTON SANTOS - Repórter Eriberto Lessa Moura lembra ainda que o futebol está tão arraigado à alma do povo brasileiro que seu linguajar está incorporado naturalmente ao nosso dia a dia, mesmo nas rodas de conversas mais formais das pessoas. ?Quantas vezes já ouvimos e falamos: ?Fulana ou fulano não está me dando a menor bola?, quando desejamos alguém. ?Esse cara está embolando o meio-campo?, quando alguém é atrapalhado. ?Tá fazendo jogo duro?, quando aquele objeto de nosso desejo não atende as nossas investidas?, exemplifica. Segundo o professor, o futebol foi introduzido no Brasil tomando uma roupagem primeiramente ?elitista?, em torno de sua prática, originalmente recreativa e obrigatoriamente amadorística (características advindas da Inglaterra). TECNOLOGIA AINDA É TABU NO ESPORTE Comparado a outros esportes, como basquete, rugby, cricket e tênis, o futebol, segundo defendem alguns, está muito atrasado em tecnologia para ajudar os árbitros. Modalidades esportivas de alto perfil, como rugby, tênis, cricket e basquete, já abraçaram a tecnologia para ajudar os árbitros e bandeirinhas, então por que não o futebol? ?Talvez seja por isso, o fator humano muito preservado e extremamente defendido pela cúpula da Fifa, que o futebol faça tanto sucesso e seja tão popular, porque um erro cometido no futebol é discussão por anos a fio, coisa que não ocorre com os outros esportes?, exemplifica o economista Lauro Rodrigues, ao citar exemplos clássicos. ?Agora foi o gol da Inglaterra contra Alemanha, mas antes era o gol dessa mesma Inglaterra contra essa mesma Alemanha na decisão de 1966 de uma bola que não entrou, ou ainda o gol de mão do Maradona em 86, a famosa ?mão? de Deus, que tudo mundo comenta?, completa. WS

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