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Fatos & Notícias

Confira os destaques da política alagoana #FN16052020

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Por FATOS & NOTÍCIAS | Edição do dia 16/05/2020 - Matéria atualizada em 15/05/2020 às 21h20

A indiferença do Estado com a saúde dos alagoanos é impressionante. Sabedor que se aproximava uma das maiores epidemias do século que se transformou em seguida numa pandemia, o governo, lamentavelmente, não fez o dever de casa e sofre as consequências.

Já no auge e expansão do coronavírus, o governador Renan Filho, como sempre fez, anunciou nas redes sociais uma série de providências, muitas das quais, até hoje, jamais saíram do papel. O Hospital de Campanha que se seria instalado no Centro de Convenções e que prometia entregar à população 150 leitos, mal começou e dificilmente será inaugurado no próximo dia 20 como prometido.

O Metropolitano atrasou dois anos para ser entregue, e os de Porto Calvo e União dos Palmares ficam por conta da sua propaganda oficial.


MALDADE?

Todo mundo em Alagoas já sabia que o relacionamento do governador Renan Filho com o vice Luciano Barbosa não era lá essas coisas. Mas, agora, parece que o “Pequeno Polegar” resolveu mesmo ir para o embate. Na placa de inauguração do Hospital Metropolitano constou apenas o nome do governador e do secretário Alexandre Ayres. O do vice, como era de estar ali, foi, talvez, premeditadamente esquecido.


QUANTO CUSTOU?

Com a preocupação de entregar o Hospital Metropolitano com uma fachada moderna para impressionar a população, o povo quer mesmo saber qual foi o custo despendido pela secretaria de Saúde com a arquitetura da obra.


ALTO LÁ

A compra de respiradores por valores diferenciados para mais, naturalmente, deve ser investigado pelo Ministério Público e a Polícia Federal. Os números são aberrantes e chegam à estratosfera.


SEM JUSTIFICATIVA

Alegar que os altos valores pagos foram pela necessidade urgente de adquirir respiradores nesta época de pandemia não cola. Tem, aí, algo mais do que os aviões de carreira e é preciso o governo informar como foi feita a compra emergencial.


DISPARIDADE

Nas denúncias que já tomaram conta das redes sociais, o valor unitário de um respirador adquirido pelo governo federal custou, em 20 de abril, R$ 23.636,36. Na compra coletiva feita pelo Estado por meio do Consórcio Nordeste, em 27 de abril, o valor unitário de cada equipamento custou à bagatela de R$ 210.276,00, ou seja, dez vezes mais. Aí, com certeza, deve ter alguma coisa errada nessa contabilidade.


SUMIDO

Como não tem mais como convencer a população da negligência do seu governo na área de saúde, Renan Filho, que se curou milagrosamente em poucos dias do coronavírus, desapareceu por uns dias das redes sociais. Voltou agora com a inauguração do Hospital Metropolitano atrasado em pelo menos dois anos.


FECHA TUDO

A pretensão do governador Renan Filho é seguir o exemplo de alguns colegas do Norte e Nordeste e autorizar o fechamento completo do comércio e da indústria, o tão conhecido lockdown. Pelo estrago que já foi feito na saúde e na economia, outra medida drástica é apenas mais uma entre as que virão.


CAOS TOTAL

Como faltou competência para encontrar soluções para barrar o coronavírus, o “Pequeno Polegar” vê, de longe, o caos tomar conta do sistema de saúde do Estado. Com os hospitais lotados, sem leitos, respiradores e equipamentos imprescindíveis para salvar vidas, só resta mesmo à população, rezar.


» Sem cumprir com as promessas e atrasando as providências para conter o coronavírus, o governo de Alagoas procura fazer algumas arrumações para tapar o sol com a peneira.

» Enquanto isso, as mortes se sucedem numa velocidade impressionante e o número de infectados sobe a cada dia que passa.

» Mesmo sem sessões plenárias até o próximo dia 20, os deputados de oposição ao governo de Renan Filho, não perde tempo. As críticas, na sua maioria, ácidas, ganham corpo nas redes sociais.

» Por acontecer em tempo real, as Convenções Partidárias podem dar o fim ao jeitinho para fazer arrumações posteriores. Para especialistas, essa “alternativa” não deverá acontecer mais.

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