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Fatos & Notícias

Confira os destaques da política alagoana #FN04072020

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Por FATOS & NOTÍCIAS | Edição do dia 04/07/2020 - Matéria atualizada em 03/07/2020 às 21h33

Enquanto a população luta para transpor a grave crise ocasionada pela pandemia do coronavírus, outra tragédia que tem afetado milhares de famílias, neste momento, está sendo esquecida pelas autoridades.

É o caso do afundamento dos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange, que tem atingido um sem-número de famílias que perderam suas casas, seu sossego e o que é mais grave: a esperança.

O Pinheiro, por exemplo, tem se transformado num bairro fantasma, onde o poder público não tem dado a devida atenção a uma população desassistida em todos os aspectos. Com edifícios depredados e o que restam saqueados pelos marginais que assolam a região, a comunidade não tem mais a quem apelar.


ANGÚSTIA

Com medidas paliativas tomadas pela Braskem, que praticamente paralisou suas ações em face da pandemia do coronavírus, centenas de famílias aguardam que as providências sejam retomadas e seus imóveis indenizados pelos valores compatíveis da época.


SE ALASTRANDO

Os efeitos geológicos que pairavam sobre o Pinheiro, Mutange e Bebedouro, já podem ser detectados em outras regiões, a exemplo do bairro do Bom Parto. E técnicos não descartam que rachaduras e erosões atinjam outros lugares nos próximos anos.


SUFOCO

Quem anda pela periferia de Maceió dá para observar a situação de calamidade em que vivem milhares de alagoanos. Sem casa para morar, água e comida, essa população que está abaixo da linha da pobreza, não sabe o que é a presença do poder público. Esquecida, sobrevive à base de pequenas ajudas que recebe de associações e pessoas da sociedade sensibilizadas com a miséria absoluta desse povo


USO INDEVIDO

O Fecoep, que tem sido utilizado para fins opostos para o que foi criado, seria uma das poucas soluções para socorrer os mais necessitados. Mas o governo prefere usá-lo para a construção de estradas e Centros Integrados de Segurança Pública, o que não diz respeito à sua originalidade.


ADIADAS

Quem pensava que o mandato poderia ser estendido em face da pandemia do coronavírus, perdeu a esperança. O Congresso Nacional decidiu, depois de ouvir o Tribunal Superior Eleitoral, que as eleições devem ocorrer impreterivelmente este ano e acena com a possibilidade de os dois turnos serem efetivados em 15 de 29 de novembro, respectivamente.


ABERTURA PARCIAL

A reabertura de parte do comércio atendendo ao decreto emergencial, em Maceió, foi em alto estilo. Muita gente nas ruas, mas muitos sem máscaras de proteção e as aglomerações continuam sem que haja fiscalização. Mesmo assim os comerciantes cumpriram com as normas e os protocolos sanitários e agora é esperar para sentir o resultado dessa flexibilização.


FRACA MOVIMENTAÇÃO

O acesso às praias que foi autorizado pela prefeitura teve uma movimentação, neste primeiro dia, bastante discreta, o que deve aumentar neste final de semana. Com barracas fechadas, ambulantes proibidos de comercializar seus produtos e ausência de cadeiras nas areias, o maceioense vai ter que se acostumar com essa nova realidade.


MEDIDAS DURAS

Caso a população não venha a colaborar com o início da flexibilização, o prefeito Rui Palmeira já avisou que o decreto pode ser revertido e os segmentos fechados novamente.


» Mesmo que não tenha condições de fazer uma fiscalização em toda Maceió, quem for flagrado poderá ter o estabelecimento fechado e multado.

» Um bom sinal da desaceleração do coronavírus é que o número de atendimentos nas centrais de saúde caiu muito nas últimas horas, o que representa um avanço das políticas de saúde adotadas até o momento.

» Pela avaliação de técnicos e especialistas na área de saúde, o Estado e o município só podem avançar se a curva de contaminação diminuir bastante nos próximos quinze dias. Até lá, muita precaução e ajuda da população para afastar de vez o vírus e tudo voltar à normalidade. A grande preocupação atual é com o interior.

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