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Confira os destaques da política alagoana #FN20032021
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O secretário de Segurança Pública, que habitualmente tem patrocinado espetáculos midiáticos na “perseguição” a bandidos, parece ter levado nos últimos dias um “apert” do seu chefe imediato, ao transformar a “guerra urbana”, que lhe tem dado espaço nos órgãos de comunicação, em ações mais leves, sem o uso do seu poderio bélico.
Ultimamente, por exemplo, o secretário recomenda a utilização de balas de festim nas operações e passa a acompanhar as diligências sem armas à tiracolo e ainda dispensando o colete à prova de balas.
Método enfadonho
Subordinados da Segurança Pública reclamam nos bastidores do modus operandis do chefe, que inicia o dia com palestras intermináveis para militares e policiais civis, ainda preparando o terreno para produção de vídeos publicitários lançados nas redes sociais. Enquanto isso, os marginais fazem a festa na periferia da cidade e no interior do estado.
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Qual critério?
Ninguém sabe até agora o critério da Segurança Pública nas operações policiais feitas com estardalhaço em alguns municípios alagoanos. Na semana que passou, uma delas foi feita na cidade de Ibateguara, onde reside justamente a família do prefeito de Maceió, JHC. Mas qual os critérios dessas operações? Por que outras cidades com maior histórico de violência não foram até agora incomodadas, a exemplo de Murici? Por ser reduto dos Calheiros? O governo precisa dar uma explicação sobre isso.
Alívio
A população dos grotões na periferia de Maceió já pode respirar aliviada, pelo menos por enquanto. É que nessas últimas operações a polícia tem usado balas de festim e, embora seja uma munição que assusta, não tem o poder de matar pessoas inocentes.
Reprimenda
Incomodando a população com voos rasantes e utilizando tropas como se fosse para uma guerra, o governo certamente observou que estava se desgastando com os espetáculos desnecessários e deve ter alertado o secretário de Segurança Pública para que fosse moderado em suas ações.
Pressão
O Ministério Público quer que todos os governos estaduais justifiquem as medidas adotadas sobre a criação e fechamento de hospitais de campanha. Anda desconfiado de que alguém possa estar metendo os pés pelas mãos.
Esquecido
Com a fase vermelha em plena efervescência e medidas duras sendo tomadas pelo governo, evita-se falar na possibilidade de uma parte dos R$ 5 bilhões ser destinada para quem mais precisa, independentemente da abertura de difíceis financiamentos que deverão ser proporcionados pela Agência Desenvolve.
Ausente
Mesmo com os preços absurdos dos combustíveis, o governo do Estado não seguiu o exemplo do governo federal e manteve a cobrança do percentual do ICMS. E nem fala mais no assunto, que tem penalizado o consumidor alagoano.
Sem domínio
A falta de sintonia entre o Palácio República dos Palmares e sua bancada na Assembleia Legislativa fez com que o projeto que obriga a população a usar máscaras demorasse vários meses para ser discutido no parlamento alagoano. Agora, finalmente, deve ser apreciado, votado e provavelmente aprovado na sessão da próxima terça-feira. » Se a Central de Triagem no Ginásio do Sesi trabalhasse com mais agilidade, certamente seria menor o número de pessoas infectadas sendo hospitalizadas. » Se o setor produtivo, principalmente os de bares e restaurantes, não quebrarem agora, não quebram mais nunca, avaliam empresários prejudicados com a decretação da fase vermelha pelo governo do Estado. » Prefeitura e Estado devem, emergencialmente, aumentar o número de pontos de vacinação para evitar tumultos, o que tem acontecido com frequência nos últimos dias. » Os idosos e pessoas com comorbidades são as mais prejudicadas, embora a Prefeitura de Maceió tenha se esforçado para manter a normalidade.