Indefinição
Silêncio de JHC sobre 2026 incomoda aliados e pressiona cenário em Alagoas

O silêncio do prefeito JHC em relação ao seu futuro político tem incomodado muita gente, incluindo os próprios aliados – que sentem dificuldades para avançar em composições políticas com vistas às eleições de 2026 – e o grupo do senador Renan Calheiros, que participou dos acordos em Brasília.
Depois de tomar posse no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que deve acontecer no dia 4 de setembro, Marluce Caldas não deve ser mais obstáculo para uma decisão do prefeito de Maceió, que parece estar em dúvida sobre qual rumo deve tomar: se cumpre o acordo feito na capital federal ou se vira a chave.
INCÔMODO
Essa indecisão preocupa possíveis novos aliados e sua base de sustentação política, que não podem travar nenhuma negociação para as eleições do próximo ano sem ainda ter qualquer sinalização que permita definir o quadro para 2026.
EMBOLADO
Até tudo ficar definido e o prefeito JHC conceder entrevista esclarecendo para onde vai, as especulações sobre candidaturas são as mais diversas. Fala-se até em mudança de posição caso ele seja mesmo candidato no próximo ano.
DESCONFIANÇA
Entre as mais diversas correntes que disputarão as eleições majoritárias, a desconfiança reina entre aliados e adversários. Alguém pode sair perdendo feio nessa disputa, que passa até mesmo pelo Palácio do Planalto, mesmo que alguns acertos já tenham sido feitos.
SEGUINDO
Mesmo que ainda não tenha definido o seu papel para as próximas eleições, é sintomático que o deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, deve acompanhar o prefeito JHC. Atualmente, Gaspar participa ativamente da administração da Prefeitura de Maceió.
AVANÇANDO
No âmbito das composições políticas, já se fala no papel que será exercido por Davi Davino no Republicanos. Se será candidato ao Senado ou ao governo, dependerá ainda de muita conversa, mas ele sabe que tem potencial político suficiente para encarar a disputa.
COM FORÇA
A CPMI do INSS começou quente com a apresentação, no primeiro dia de trabalhos, de pelo menos 900 requerimentos que vão sendo paulatinamente analisados. Entre os possíveis convocados está o Frei Chico, irmão do Presidente Lula e com forte influência nos meios sindicais.
SEGUNDO TURNO
Como estava prevista, a eleição para a reitoria da Uncisal, bastante disputada, vai mesmo para o segundo turno. Todos os três candidatos foram bem votados. A Chapa 2, formada por Polly Abu Hana e Henrique Costa, obteve 49,69% dos votos, seguida pela Chapa 1, composta por Simone Lessa e Geraldo Magella, que ficou com 26,27%. A decisão ficou para o dia 10 de setembro.