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Bastidores

Compra de votos já movimenta redutos eleitorais no interior

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A captação ilícita de votos para as eleições de outubro, sobretudo no interior do Estado, já começou em alguns conhecidos redutos eleitorais. Para quem convive com isso em todos os pleitos, seja para qual cargo for, os candidatos estão se apressando para garantir os apoios necessários.

O cadastro de eleitores, assim, já passou a ser uma rotina e, em um município encravado na Região Metropolitana, já possui valor fixado em R$ 200, mas que pode sofrer alterações, dependendo da demanda entre os pré-candidatos.

HABITUALIDADE

Quem conhece as ações de corrupção eleitoral, antes e durante a campanha, sabe que esses procedimentos já se tornaram rotina entre eleitores, os quais, nos bastidores, costumam participar de dois ou mais cadastros para aumentar o rendimento em época de eleições.

FÁCIL LOCALIZAÇÃO

Como a prática dos cadastros corre solta na boca do povo, especialmente na periferia das cidades – incluindo Maceió, cujos predadores diversificam a ajuda com o pagamento de água, energia e outros boletos –, identificar quem participa das tramoias não é coisa de outro mundo.

MUDANDO A FORMA

Como alguns candidatos, nas últimas eleições, foram flagrados comprando votos com malas de dinheiro, a lição serviu para que tivessem mais prudência, evitando locais públicos para os encontros, normalmente feitos em restaurantes, botecos da periferia das cidades e até mesmo em residências, atendendo a indicações de quem tem o hábito de “faturar” nesse período.

VELHOS CONHECIDOS

Quem mora na periferia das cidades e em locais de difícil acesso já está acostumado às “abordagens” por intermediários da compra de votos e até discute o valor pago por um candidato, aumentando a quantia de acordo com o pacote acertado.

MODERNIDADE

Mesmo que façam as operações em nomes de laranjas – difíceis de serem rastreados e envolvidos em um processo extremamente demorado –, a onda agora é a utilização do Pix ou mesmo de dinheiro vivo, distribuído em pacotes na calada da noite.

INCENTIVO

Como as investigações da Polícia Federal quase sempre não resultam em nada – os exemplos vêm se sucedendo com o passar do tempo –, comprar votos em Maceió e no interior tornou-se recorrente e passou a ser prática habitual para quem tem experiência no ramo.

DE FORA

A não ser que os ventos mudem de direção, dificilmente Ronaldo Lessa será o candidato a vice de JHC. Pelo menos esse é o sentimento dos que têm discutido o assunto nas últimas horas. Resta saber se Lessa aceitará abdicar do projeto ou se mudará de posição.

LIDERANDO

Nas eleições proporcionais, sobretudo para deputado federal, alguns candidatos disputam quem será o mais votado em Alagoas. Luciano Amaral (PSD), ligado ao Presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB), lidera as apostas. Para deputado estadual, o próprio Marcelo Victor, eleito sucessivas vezes para a Casa de Tavares Bastos.

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