Eleições
PT define aliados e candidatos em convenção
O Partido dos Trabalhadores, que gostaria de ter emplacado o vice na chapa de Renan Filho, como era seu desejo – cargo que acabou sendo destinado ao PDT, de Ronaldo Lessa –, realizará nesta sexta-feira sua convenção partidária para definir, em caráter definitivo, suas alianças, além de referendar seus candidatos às eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.
A convocação, feita pelo presidente do Diretório Regional, Ronaldo Medeiros, atende aos princípios estabelecidos pela legislação eleitoral. A convenção será realizada na sede do partido, no Centro de Maceió, e poderá, ainda, apresentar novidades nos próximos dias.
FINAL DAS CONVENÇÕES
A expectativa em relação às convenções do MDB, PL, PSDB e de outros partidos fica para o fim do prazo, próximo de 5 de agosto, quando serão definidas as composições políticas, as alianças e a escolha dos candidatos às eleições majoritárias. A exceção é a federação União Progressista, que pretende concluir seu processo no dia 1º de agosto.
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CRÍTICAS
O presidente da federação União Progressista, Arthur Lira, não tem perdido a oportunidade de lembrar ao ex-prefeito JHC que tem votado com ele nas últimas eleições e esperava, portanto, que esse apoio fosse reconhecido, o que, até agora, não aconteceu. Diante disso, caminha para consolidar sua posição.
ALTERNATIVA
Lira já avisou: "Se JHC não fizer uma aliança, a federação terá que lançar um candidato ao governo". Na prática, isso significa que o ex-prefeito poderá sofrer prejuízos relevantes, já que boa parte do eleitorado poderá acompanhar o candidato apoiado por Arthur Lira, que disputa uma das duas vagas ao Senado.
GASTO DE CAMPANHA
A Justiça Eleitoral já estabeleceu os limites de gastos para os candidatos nestas eleições, mas, na prática, os valores são muito diferentes do que se comenta nos bastidores. O teto para deputado estadual gira em torno de R$ 1,27 milhão; para deputado federal, R$ 3 milhões; para senador, R$ 3,813 milhões; e para governador, considerando o primeiro e o segundo turnos, R$ 10,673 milhões.
NEM PENSAR
Os valores fixados como limite de gastos estão muito aquém do que, segundo avaliações de bastidores, deverá ser efetivamente investido. No caso dos candidatos a deputado estadual, estima-se que sejam necessários, no mínimo, cerca de R$ 5 milhões para disputar uma vaga com chances reais de eleição. Como há limites legais para os gastos de campanha, alguns candidatos – basta lembrar as eleições passadas – recorrem a práticas pouco ortodoxas, como a compra de votos por meio de malas de dinheiro, situação que poderá voltar a ocorrer.
SUSPENSA
A decisão da Câmara de Vereadores de Maceió que rejeitou as contas do ex-prefeito Rui Palmeira foi suspensa pela Justiça, que identificou irregularidades no processo de apuração dos fatos. A Câmara, entretanto, poderá recorrer da decisão de primeira instância.
FISCALIZAÇÃO
Ressabiado com o que ocorreu em eleições anteriores, quando irregularidades em cadastros de eleitores foram registradas com frequência, sobretudo na periferia das cidades, o Tribunal Regional Eleitoral trabalha em conjunto com órgãos de segurança como a Polícia Federal, para combater os casos de corrupção eleitoral. Com certeza, terá muito trabalho pela frente.