Assembleia Legislativa
Assembleia Legislativa vive efervescência com chegada dos novos deputados
Se, por um lado, os governos de Paulo Dantas e JHC trabalham na transição para acomodar os novos inquilinos do Palácio República dos Palmares, em meio a algumas turbulências, na Assembleia Legislativa o processo de preparação para a chegada dos novos parlamentares está em plena efervescência.
Com dezenas de exonerações nos últimos dias, os novos deputados começam a se aproximar, avaliam os gabinetes que ocuparão e certamente alimentam expectativas otimistas para a próxima legislatura.
ENTRAVE
Em meio às especulações, a ação judicial que busca suspender a nomeação de Otávio Lessa para a direção da Arsal, ainda sub judice, começa a dificultar o relacionamento entre as partes, mesmo com o Governador Paulo Dantas adotando uma postura republicana em relação à transição de governo.
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MOVIMENTAÇÃO
Nos corredores da Casa de Tavares Bastos, a grande interrogação é quem será o próximo presidente da Assembleia. A eleição da nova Mesa Diretora dificilmente ocorrerá sem a influência do atual presidente, Marcelo Victor, deputado reeleito com folga e que deverá intensificar as articulações para preservar o poder que exerce atualmente.
DISPUTA
Em campos opostos, o presidente Marcelo Victor deverá enfrentar o grupo do ex-deputado Celso Luís, que trabalha nos bastidores para fortalecer o nome de seu irmão, Tenorinho Malta, na futura composição política da Assembleia. Apesar das articulações, o resultado da eleição ainda é imprevisível.
PENSANDO ALTO
Antes de tomar posse no governo, JHC tem feito incursões políticas em Brasília, dentro de um projeto de poder que envolve o fortalecimento do PSDB e a ampliação de seus espaços no interior do estado.
MISSÃO
Com cacife político para comandar o tucanato, que nos últimos tempos vem perdendo força nacionalmente, o governador eleito pretende eleger o maior número possível de prefeitos em 2028, inclusive na capital, para fortalecer sua posição política visando a 2030.
ESPAÇO
Com a eleição de JHC para o governo e de sua mulher para o Senado, o grupo político do governador eleito ganha espaço para ampliar seu poder de influência no PSDB a partir do próximo ano, cenário que leva o MDB a rever seus projetos políticos após a derrota nas urnas.
CORRIDA
Após as eleições de 4 de outubro, os grupos políticos, já com os resultados nas mãos, começaram a trabalhar de olho em 2028, buscando fortalecer suas bases e definir os futuros candidatos a prefeito. É uma corrida que não para, com os olhos também voltados para a disputa de 2030, que promete ser acirrada.
ALERTA
No MDB estadual, a luz amarela se acendeu, e o partido já trabalha nos bastidores para avaliar os prejuízos sofridos nas últimas eleições em Alagoas. Sem perspectiva de disputar um novo mandato, mas próximo de Lula, o senador Renan Calheiros prefere adotar uma postura discreta e aguardar o momento oportuno para revelar seus planos políticos a partir do próximo ano.