Transição de governo
Projetos aprovados antes da posse preocupam equipe de JHC
A aprovação de projetos considerados indigestos, envolvendo os poderes Executivo e Legislativo no período entre as eleições de outubro e a posse do novo governo, tem provocado inquietação na equipe de JHC. A preocupação é com um pacote de compromissos que poderá sufocar financeiramente a nova administração logo no início do mandato. Além dos benefícios reivindicados pela Assembleia Legislativa, como a aprovação de emendas parlamentares impositivas, com execução prevista para o próximo ano, outras medidas também poderão comprometer o orçamento de 2027, já aprovado pelos deputados.
DESAFINADO
Como o relacionamento entre o governo que entra e o que sai não é dos melhores, a tendência é de que os desentendimentos se acirrem daqui para a frente. As medidas adotadas pelo Executivo e apreciadas pelo Legislativo estão no radar da equipe de JHC, que terá de fazer malabarismos para encontrar soluções para os problemas que certamente surgirão.
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Temendo que alguns projetos encaminhados pelo atual governo venham a dificultar sua administração, JHC está recorrendo à Justiça para barrar determinadas iniciativas, como a nomeação de Otávio Lessa para a direção da Arsal.
ASPECTO TÉCNICO
Integrantes das equipes de transição do atual para o futuro governo têm assegurado, nos bastidores, que as divergências políticas não impedirão a realização de uma radiografia completa da situação do Estado. A promessa é separar as questões políticas das técnicas.
APAGANDO O FOGO
Para melhorar o relacionamento entre o governo de Paulo Dantas, a equipe de JHC e a Assembleia Legislativa, interlocutores foram acionados para intermediar conversas e apresentar propostas de entendimento. Uma missão difícil, diga-se de passagem, sobretudo se prevalecer a intransigência entre as partes.
DE LONGE
Depois de semanas sem detalhar publicamente o que pretende fazer à frente do governo de Alagoas, JHC foi a Brasília e concedeu entrevista ao portal Congresso em Foco para falar sobre a eleição e os planos para sua gestão. A escolha chama atenção, sobretudo depois do silêncio que marcou sua postura durante o segundo turno das eleições presidenciais em Alagoas.
DE LONGE 2
Enquanto a disputa mobilizava lideranças políticas e eleitores, o governador eleito evitou manifestações públicas mais contundentes sobre o cenário eleitoral. Agora, JHC reaparece para falar de política, mas prefere os microfones da imprensa de Brasília aos veículos de comunicação de Alagoas.
SILÊNCIO
Nada contra falar na capital federal. Mas quem foi eleito para governar Alagoas também tem diante de si a imprensa alagoana, que acompanha diariamente os problemas do Estado e tem perguntas a fazer. O silêncio durante o segundo turno e a escolha de Brasília para voltar a falar sobre política deixam uma questão: quando JHC vai conversar com a imprensa do Estado que acaba de elegê-lo?
ASSÉDIO
De janeiro até quarta-feira (4), o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas recebeu 94 denúncias de assédio eleitoral. Desse total, apenas após o segundo turno das eleições, foram recebidas 43 denúncias, o que levou o MPT e o Ministério do Trabalho e Emprego a uma atuação conjunta para identificar as possíveis retaliações por posicionamentos políticos e ideológicos.