app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Imobiliário

Secretário nacional de Habitação defende moradia social

MDR quer atualizar o calendário de pagamentos de obras Minha Casa, Minha Vida

Por Agência CBIC | Edição do dia 14/03/2020 - Matéria atualizada em 13/03/2020 às 22h35

Reunião em Brasília contou com a presença de representantes de entidades do setor da construção
Reunião em Brasília contou com a presença de representantes de entidades do setor da construção - Foto: PH Freitas
 

O secretário nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Alfredo Eduardo dos Santos, apontou as diretrizes de trabalho da Pasta, sobretudo para habitação de interesse social, durante a reunião do Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O encontro aconteceu na última quarta-feira (11), na sede da entidade, em Brasília. “O fato de ainda existirem no País muitas pessoas que não têm capacidade de acessar crédito comprova que o déficit habitacional é grande. Queremos resolver esse entrave e estamos trabalhando em ações para viabilizar esse acesso o quanto antes”, afirmou Santos. O Estado precisa dar uma resposta para as pessoas com baixa renda no que diz respeito à moradia, segundo Santos. “Estamos avaliando de que maneira podemos ser mais eficazes na aplicação de recursos e verificando como vamos trabalhar os subsídios, pois sabemos da nossa responsabilidade social, o que abre um espaço grande para operar e contratar habitação de interesse social”, explicou. O secretário destacou que o MDR está preparando um cronograma para atualizar o calendário de pagamentos de obras realizadas no âmbito do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com objetivo de retomar as obras paradas. “Em 60 dias vamos apresentar esse cronograma, pois é um prejuízo absurdo ter 74 mil obras paradas e mais de 50 mil atrasadas, somando 120 mil unidades. A tarefa não é fácil, mas acreditamos que vamos regularizar essa pendência”, destacou.


FGTS

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, defendeu, que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) continue sendo voltado para aquisição da casa própria. “Para o governo, o cidadão que deve cuidar do seu FGTS e aplicar onde achar que deve. Mas a realidade não funciona assim, isso só cria mais distensão social e afasta as famílias de baixa renda do sonho da moradia própria”. O vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, alertou o secretário sobre a importância de algum órgão assumir a defesa do FGTS e toda relevância que esse tema tem para o desenvolvimento do Brasil. Santos informou que já existe uma movimentação interna para que se tenha um representante do MDR no conselho do FGTS. “Sou bastante defensor do fundo e a partir desse entendimento vamos designar alguém que efetivamente domina o assunto, sabe da sua importância e pode defendê-lo na essência”, informou o secretário.

Mais matérias
desta edição