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Imobiliário

Custo com materiais de construção aumentou 25,05% em 12 meses

Economista afirma que aumento nos insumos prejudica o andamento das obras

Por Editoria do Imobiliário & Construção com Agência CBIC | Edição do dia 13/03/2021 - Matéria atualizada em 13/03/2021 às 00h09

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta de 1,89% em fevereiro/2021, a maior observada desde junho/2016 (1,93%). Neste mês o custo com a mão de obra ficou praticamente estável, com variação de 0,12%. Já o custo com materiais e equipamentos cresceu 4,38%, o que correspondeu ao maior aumento registrado desde novembro/2002 (4,41%).

Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre são as capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas para o cálculo do referido indicador de custos da construção. Com a elevação apresentada em fevereiro, o INCC/FGV acumulou, nos últimos 12 meses, incremento de 11,07%, o maior para um período 12 meses desde fevereiro/2009 (11,67%).

As maiores influências positivas no aumento dos custos com materiais e equipamentos em fevereiro/2021, conforme o INCC/FGV foram: vergalhões e arames de aço ao carbono (21,34%); tubos e conexões de ferro e aço (11,56%); tubos e conexões de PVC (7,39%); tijolo/telha cerâmica (2,57%); condutores elétricos (3,78%)

“A análise dos resultados acumulados nos últimos 12 meses (mar-2020/fev-2021) permite verificar o forte aumento nesses insumos, o que muito prejudica o andamento das obras da construção civil”, salienta a economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelo.


Setor sofre também com o desabastecimento de insumos; prazo previsto para entrega pode ultrapassar 120 dias
Setor sofre também com o desabastecimento de insumos; prazo previsto para entrega pode ultrapassar 120 dias - Foto: Divulgação
 

Altas

O INCC – Materiais e Equipamentos, nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro/2021, contabilizou alta de 25,05%, o que correspondeu a maior registrada desde julho/2003 (25,34%).

“Esses aumentos são prejudiciais às atividades da construção civil, pois nenhuma estatística projetava um incremento de preços tão expressivo, o que compromete o orçamento das obras. Também é preciso ressaltar que, em função de critérios metodológicos, essas altas ainda não conseguem captar a total elevação nos preços dos insumos. Ou seja, os aumentos são ainda maiores do que os registrados, conforme relato de empresas da construção”, destaca Vasconcelos.

Além disso, o setor também padece com o desabastecimento de insumos sendo que o prazo previsto para entrega de alguns deles pode ultrapassar 120 ou 130 dias, prejudicando ainda mais o cronograma das obras.

Num momento onde o Brasil busca alternativas para sair da forte crise econômica causada pela pandemia do novo coronavirus, atividades como a construção civil ganham ainda mais relevância, pois exercem um papel estratégico na geração e renda e emprego.

“Se continuar este cenário, as projeções de incremento das atividades do setor para este ano, inicialmente prevista em 4%, poderão ser revisadas para patamares bem inferiores. Isso é ruim para a construção e isso é péssimo para a economia brasileira, que precisa se fortalecer”, frisa a economista..

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