Integração
Confira os destaques do interior alagoano #I30042020
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ARAPIRACA EM ALERTA AMARELO
Arapiraca é a segunda maior cidade de Alagoas e a pandemia de coronavírus pode transformá-la em palco de um cenário terrível de mortes em massa. Esse temor é sentido pelo prefeito Rogério Teófilo, que concedeu uma entrevista à coluna e revelou que está bastante preocupado devido à falta de estrutura para atender à demanda que cresce a cada dia, numa progressão geométrica. Segundo ele, o município é o centro de atendimento médico para 46 municípios da macrorregião do Agreste, que tem no total cerca de um milhão de habitantes e somente 40 leitos de UTIs para Covid-19.
O prefeito disse que surgiu nos últimos dias apenas a ponta do iceberg. Os 600 testes rápidos doados pelo governo federal estão sendo usados nos casos suspeitos e no pessoal da saúde. Os primeiros resultados já demonstram que tem muita gente contaminada, mas na situação assintomática. Com o decorrer dos dias e a realização dos testes, o prefeito disse que poderá ter uma projeção da real situação. Rogério Teófilo disse que uma das agravantes para o aumento da contaminação é que a população de Arapiraca tem o pior índice de isolamento do Estado. Segundo ele, as pessoas não estão levando a sério o problema, fato que poderá causar o colapso no sistema de saúde do Agreste e também funerário, o que será um cenário aterrorizador.
ARAPIRACA/SOS
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O prefeito disse que já pediu a compra de mais 5 mil testes rápidos, com recursos próprios, e que o processo de licitação está ocorrendo. Segundo ainda ele, a corrida agora é contra o tempo e pediu que as pessoas colaborem e cumpram as medidas de isolamento social, usem máscaras e álcool em gel e evitem aglomerações.
40 LEITOS PARA UM MILHÃO
O número de leitos disponibilizados para as vítimas de Covid-19 em Arapiraca é simplesmente ridículo. Arapiraca é responsável por 46 municípios, que, somados, chegam a um milhão de pessoas. O temor é que, com o colapso no sistema de atendimento de saúde, as pessoas morram em casa, nas ruas e nas portas dos hospitais no Agreste.
AMBULÂNCIAS INSUFICIENTES
Outro grande problema exposto pelo prefeito de Arapiraca é quanto ao número de ambulância, que é insuficiente. Muitas estão quebradas e outras não possuem sistema de UTIs para transportar vítimas do coronavírus, o que pode causar também muitas mortes durante o transporte das pessoas.
AGLOMERAÇÃO
Para agravar a situação, as aglomerações à porta dos bancos têm se tornado um momento propício para transmissão do coronavírus. O prefeito disse que uma das providências que vai tomar é exigir dos gerentes dos bancos que estabeleçam um calendário de pagamento por município, já que Arapiraca atende todos na região.
AGLOMERAÇÃO 2
Um das providencias que a prefeitura já tomou e vem mantendo rigidez é com relação à fiscalização dos passageiros que chegam a Arapiraca, oriundos de outros Estados. Todos passam por uma fiscalização sanitária, têm seus nomes cadastrados, origem e destino, assim como são orientados a se manter em quarentena em casa.
POLÍCIA/QUARENTENA
Diante do cenário pavoroso que se desenha na capital alagoana do Agreste, o prefeito Rogério Teófilo pretende endurecer na fiscalização da quarentena. Segundo ele, a Polícia Militar vai ajudar a cumprir com rigor o distanciamento social, a dispersão de pessoas em logradouro público e a fiscalização dos estabelecimentos comerciais. Há até a possibilidade da cassação do alvará de funcionamento de que for reincidente.
LIXO/MUTIRÃO
Rogério Teófilo também está preocupado com o crescimento de casos de dengue e zika vírus em Arapiraca, com a chegada do inverno. O prefeito determinou que seja realizado um mutirão de limpeza em toda a cidade fiscalização com punição severa para quem esteja jogando lixo em terrenos baldios, praças e ruas. Ele até pensa em criar um serviço de patrulhamento para flagrar os infratores.
CÂMARA/COMISSÃO DE “NOTÁVEIS”
Os vereadores pretendiam formar uma comissão para fiscalizar o emprego dos recursos que estão chegando a Arapiraca para ações de atendimento às vítimas de coronavírus e também atenuar as consequências sociais. O prefeito disse que para se ter transparência é preciso que os 17 vereadores fiscalizem e não apena quatro “notáveis”.